30 anos

CRISMA 3.0

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A Igreja tem tantas coisas para dizer aos jovens, e os jovens têm tantas coisas para dizer à Igreja

Hoje, atendendo ao convite da Gih Nogueira, participei do programa Faço Parte / Boletim do Projeto, sendo entrevistado pelo radialista Alexandre Aguiar. Apesar do curto tempo da entrevista, algumas coisas puderam ser analisadas, principalmente a importância da JMJ e seus frutos para a juventude da nossa Igreja.

Meus comentários foram baseados na leitura do DOC 85 da CNBB – Evangelização da juventude – Desafios e perspectivas pastorais; que, ao ler alguns trechos, percebemos como tem tudo a ver com a Jornada, desde o convite aos jovens participarem da Igreja para a formação de grupos até que alguns jovens estejam diante do Papa.

Transcrevo aqui, um resumo do que usei como base, espero que gostem.

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Pronunciamentos do Magistério sobre a juventude

João Paulo II, na Christifideles laici, retomou a riqueza do que o Concílio Vaticano II falou sobre a juventude, afirmando que a Igreja tem tantas coisas para dizer aos jovens, e os jovens têm tantas coisas para dizer à Igreja. Este diálogo recíproco, que deverá fazer-se com grande cordialidade, clareza e coragem, favorecerá o encontro e o intercâmbio das gerações, e será fonte de riqueza e de juventude para a Igreja e para a sociedade civil. Na sua mensagem aos jovens o Concílio diz: “A Igreja olha para vós com confiança e amor [...]. Ela é a verdadeira juventude do mundo [...]. Olhai para ela e nela encontrareis o rosto de Cristo”.

A Igreja vê na juventude a constante renovação da vida da humanidade. A juventude é o símbolo da Igreja, chamada a uma constante renovação de si mesma. Por isso ela quer desenvolver, dentro da pastoral de conjunto, uma autêntica Pastoral da Juventude, educando os jovens a partir de sua vida, permitindo- lhes plena participação na comunidade eclesial.

O discipulado começa com o convite pessoal de Jesus Cristo: “Vem e segue-me” (Lc 18,22). Na formação para o discipulado é necessário partir de uma formação integral.
A felicidade do jovem depende da sua capacidade de comunicar-se com os outros, num diálogo que considera e respeita a cultura.

A evangelização da nova geração de jovens precisa ir além do nível das idéias e da formação teórica. Não se constrói a comunidade cristã somente com idéias. Há necessidade de descer ao nível da afetividade, de viver relações de fraternidade voltadas para o discipulado.

Essa dimensão busca motivar o jovem para o envolvimento na comunidade eclesial. À medida que ele se sente valorizado em suas capacidades, consegue perceber o valor de caminhar com aqueles que partilham da mesma fé em Jesus Cristo.

Um dos importantes espaços de formação acontece no relacionamento familiar. Atingida por tantos fatores externos, nem sempre a família é capaz de cultivar valores essenciais para a vida.O jovem, então, exercitando no seio da família o amor, o perdão, a paciência, o diálogo, o serviço,vai amadurecendo como pessoa e, enquanto se forma, vai, ele mesmo, sendo portador de valores em benefício da família.

A dimensão teológica é cultivada no estudo, na catequese e no aprofundamento dos dados básicos da fé. Desse aprofundamento faz parte a iniciação à leitura da Palavra de Deus, do conhecimento de Jesus Cristo e da Igreja. A dimensão espiritual corresponde à experiência de Deus. Isso pode ser feito através de retiros, da vivência sacramental, da oração e do serviço aos pobres. Não basta estudar Deus; é necessário também ter uma experiência de Deus.
Os diversos encontros espirituais: nossa tradição eclesial comprova o valor perene de momentos especiais para os jovens e com os jovens, cuja finalidade é a formação e a espiritualidade. Encontros, jornadas e manhãs de formação são capazes de congregar muitos jovens interessados em encontrar algo mais profundo, desafiador, envolvente. Palestras bem ministradas e o clima de amizade são capazes de mexer com a vida dos jovens dando-lhes rumo, segurança, serenidade. Os diversos tipos de retiros, vigílias, celebrações provocam nos jovens grandes questionamentos e desejo de mudança de vida, principalmente quando são confrontados com a pessoa e a proposta de Jesus Cristo. Estes momentos devem ser bem organizados e conduzidos, de maneira que as várias dimensões da vida sejam contempladas, e não se tornem demasiadamente emocionais ou reivindicativas.
Há necessidade de trabalhar em duas frentes ao mesmo tempo, assim como Jesus trabalhava: os pequenos grupos e os eventos de massa.

Os grupos de jovens são um instrumento pedagógico de educação na fé. O pequeno grupo, como instrumento de evangelização, foi um dos instrumentos pedagógicos usados por Jesus ao convocar e formar seu grupo de doze apóstolos.

Ao mesmo tempo, os eventos de massa exercem uma função importante no processo de evangelização dos jovens. Os eventos de massa têm metodologia variada: celebrações, pregações, testemunhos, teatros, caminhadas, romarias, oficinas, gincanas, conjuntos musicais, trios elétricos, palestras.

Não se pode cair na tentação de reduzir a evangelização da juventude unicamente a eventos massivos. Quando estes eventos não estão ligados a um acompanhamento sistemático de educação na fé, os efeitos duram pouco. Há necessidade de envolver os pequenos grupos na fase anterior e posterior para garantir que os eventos de massa se integrem num processo contínuo de educação na fé.

A pedagogia de eventos de massa exige uma metodologia diferente daquela de acompanhamento dos pequenos grupos e da pastoral orgânica. Exige preparação a longo, médio e curto prazo e diferentes equipes de serviço

Pistas de ação
Incentivar a sistematização de experiências, como instrumento de memória, partilha e motivador de novas experiências.

Incentivar o hábito de leitura e proporcionar artigos, livros, documentos, CDs, DVDs, gerando uma biblioteca atualizada principalmente nas periferias e dioceses mais afastadas dos grandes centros urbanos.
Organizar, valorizar e acompanhar os grupos de jovens nas comunidades.

Valorizar as diferentes expressões culturais existentes como meio pedagógico de formação e envolvimento de jovens (dança, teatro, esporte, grafite, paródias, arte, bandas).

Avaliar periodicamente em que estágio se encontra cada grupo de jovens, oferecendo-lhe pistas concretas que contribuam com a sua evolução.
Organizar eventos de massa, envolvendo as várias forças que trabalham com a juventude local (movimentos, pastorais da juventude, congregações religiosas, grupos de crisma, Pastoral Vocacional, Pastoral Familiar, escolas etc.), principalmente o Dia Nacional da Juventude, no último domingo de outubro. Valorizar o Dia Mundial da Juventude, que acontece no Domingo de Ramos, e as Jornadas Mundiais da Juventude.

Envolver gradativamente os jovens em atividades próprias da comunidade de fé, favorecendo-lhes experiência de solidariedade, partilha e corresponsabilidade.

Organizar experiências significativas para a prática do voluntariado.
O jovem, como apóstolo de outros jovens, tem um poder de comunicação e de convencimento peculiar. O segredo para atingir os jovens que ainda não foram evangelizados é mobilizar os jovens que já aderiram a Jesus Cristo.

Material para evangelização catequética

Sabemos que um dos principais desafios da catequese de Crisma é a escolha do material a ser usado.
Opções não faltam, contudo, nem todas as que estão disponíveis representam algo concreto, de acordo com a realidade da Igreja, e mais ainda, sabe converte a doutrina da Igreja em algo que o jovem consiga aproximar de sua realidade.

 

Em razão desta dificuldade, nossa pastoral, após anos de experiências, usando os mais diversos tipos de materiais, chegou ao que consideramos o mais completo possível.

 

Juntamos o CIC – Catecismo da Igreja Católica, a Sagrada Escritura, publicações da CNBB – como os Doc’s 84 e 85, livros de estudiosos da Igreja, publicações próprias, a partir de experiências pessoais, além de outros materiais que muitos grupos de catequese de bom grado nos enviaram ou que foram retirados de sites de catequese.

 

Como retribuição a todos que direta ou indiretamente nos ajudaram, vamos disponibilizar os materiais de forma gratuita, pois não temos o direito de reter o conhecimento a cerca da fé e da evangelização de nossa Igreja, e muito menos obter qualquer vantagem financeira com eles.

Segue abaixo a capa de cada Apostila, são elas podem ser usadas para:

- Crisma  –

- Pré-Crisma  

- Pós-Crisma – 

- Dinâmicas -para qualquer catequese

- Bíblia – formação sobre história e manuseio

- Formação de Catequistas – conhecimentos básicos.

- Crisma  - a partir dos 15 anos - Pré-Crisma  - até 15 anos - Pós-Crisma – para já crismados - Dinâmicas - para qualquer catequese - Bíblia – formação sobre história e manuseio - Formação de Catequistas – conhecimentos básicos.

 

As duas últimas contem assuntos colocados ou são completados pela 1ª.

Se deseja receber algum material, (é totalmente gratuito) envie-nos um e-mail, ou mensagem pelo Face, com o título – Apostila.

No corpo da mensagem, informe qual apostila se interessar em receber, e informe os seguintes dados:

– Nome completo.

- Telefones para contato

- Paróquia a qual reside

- Qual a catequese que você atua

- Sua pagina do Face.

Nosso e-mail e outros contatos:

Email:

coordcrisma@hotmail.com

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O Evangelho Segundo Barnabé

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O evangelho atribuído a Barnabé é uma falsificação medieval e contém anacronismos que podem datar apenas da Era Medieval e não antes. Além disso, apresenta uma compreensão deturpada das doutrinas islâmicas, chamando o profeta de messias, quando o islã não o chama assim. Traz uma noção ridícula da história sacra, e seu estilo é uma paródia medíocre dos evangelhos.”

Recentemente, nas mídias sociais e meios de comunicação, veio à tona um suposto livro atribuído ao discípulo e de Jesus, Barnabé, que ficou conhecido por suas viagens com o apóstolo Paulo, descritas no livro de Atos dos Apóstolos.

Dentre outros pontos, o livro afirma que Jesus nunca foi crucificado e que Cristo previu a vinda do profeta Maomé.

Pois bem, indo direto ao ponto, o livro se trata de mais uma de muitas obras de pessoas normais que nunca tiveram experiências direta ou indireta com Jesus ou seus apóstolos.

É o que especialistas no assunto já dão como certo, ainda não há publicação oficial da Igreja Católica de Roma, mas não deva ser diferente dos demais. Um interessante comentário foi feito pelo o teólogo Samuel Green, capelão inter-religioso, ministro da igreja anglicana da Tasmânia, na Austrália, especialista e palestrante sobre islamismo, para ele, o evangelho de Barnabé foi escrito por um judeu do primeiro século depois de Cristo que viajou com Jesus.

Green, avaliou cuidadosamente o evangelho atribuído a Barnabé e diz que ele “é uma falsificação medieval e contém anacronismos que podem datar apenas da Era Medieval e não antes. Além disso, apresenta uma compreensão deturpada das doutrinas islâmicas, chamando o profeta de messias, quando o islã não o chama assim. Traz uma noção ridícula da história sacra, e seu estilo é uma paródia medíocre dos evangelhos. O conteúdo, o método e o estilo são muito similares ao ‘Evangelho segundo o Islã’ escrito por Ahmad Shafaat, um muçulmano”.

“Se Barnabé realmente é o autor, então seria de esperar que ele estivesse familiarizado com os fatos básicos da vida judaica de seu tempo. Mas não é o que acontece”.

Green comenta que, bem no começo do evangelho de Barnabé, Jesus é chamado de Cristo. “Durante os últimos dias, Deus nos visitou através de seu profeta Jesus Cristo (pág.2)”. Entretanto, por toda parte do livro, Jesus nega ser o Messias. “Eu não sou o Messias” (cap. 42).

“Como Jesus pode ser o Cristo e negar ser o Messias quando ambas as palavras significam exatamente a mesma coisa? Quem quer que seja que escreveu esse livro não sabia que o significado da palavra grega “Cristo” é “Messias”. Barnabé foi um hebreu que viveu na ilha de Ciprus, de língua grega. Como poderia ter cometido esse equívoco”, indaga Green.

O teólogo vai listando outros equívocos do evangelho. “O capítulo três diz que Herodes e Pilatos governaram a Judeia na época do nascimento de Jesus, mas eles nunca governaram juntos. Herodes governou a Judeia sozinho de 37 a 4 a.C., enquanto Pilatos governou trinta anos após, de 26 a 36 d.C. O verdadeiro Barnabé viveu durante os tempos de Pilatos, então se ele realmente escreveu esse livro, como poderia ter cometido tal equívoco?”.

Green também sustenta que o evangelho de Barnabé comete erros básicos sobre o idioma, história e geografia do mundo judeu do primeiro século, falhas que lançam dúvida sobre a declaração de que Barnabé era mesmo do século I d.C.

O livro atribuído a Barnabé é dissonante porque ora apoia o ensino do Islã, ora não. “O Alcorão ensina que Jesus é o Messias e nunca ensinou que Mohamed é o Messias, mas o texto de Barnabé nega que Jesus seja o Messias e ainda diz que Mohamed o é. Ambas as idéias contradizem o Alcorão”, finaliza o teólogo.

Em outras palavras, seria este mais um livro evangelho apófrico, ou seja, sem credibilidade para ser comparado ou acrescido à Bíblia.

Então, fica o alerta, cuidado para o que estamos lendo e compartilhando na web, muita coisa é mentira ou sem base para confiança.

Parte do texto acima foi retirada de duas publicações do jornal OTEMPO – On – line, nos dias 10 e 11 de Junho de 2013, e serviram de base para esta publicação.

http://www.otempo.com.br/interessa/escrita-equivocada-1.661517
http://www.otempo.com.br/interessa/judas-e-n%C3%A3o-jesus-teria-sido-crucificado-1.661513

Por Lailton Cardoso – Coordenador e instrutor dos catequistas.

Levanta-te, tu que dormes.

“E ao descer a morada dos mortos, Jesus acaba com o seio de Abraão e  finalmente ressuscita os que ali estavam, seja para condenação ou para a Salvação eterna.”

Agape

“Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras” (1Cor 15,3).

 

Ontem relembramos a Morte de Nosso Senhor Jesus, hoje, participaremos da Missa mais importante do ano, e sem duvida uma das mais lindas, relembraremos na Missa das Luzes quando as mulheres vão ao sepulcro e o encontram vazio, era o indício que algo extraordinário havia acontecido.

 

Contudo, convido a todos a refletir sobre o que aconteceu antes deste fato, antes das mulheres encontrarem o túmulo vazio.  Jesus, tendo se feito homem,  morreu, não resta duvidas quanto a isso, tanto aos olhos dos que crêem quanto aos descrentes:

 

“Pela graça de Deus, Ele provou a morte em favor de todos os homens” (Hb 2,9).

 

Mas sendo Deus, onde estaria sua divindade para passar por uma morte to humilhante e aguardar 3 dias para ressuscitar?

Entendam que, sendo Deus, Ele poderia ressuscitar no exato momento que morre, ainda na Cruz, ou talvez logo que fecham seu túmulo. Mas Ele demorou 3 dias, para que? Para concretizar seu projeto de Salvação. Quando professamos nossa Fé por meio do Credo apostólico, passamos adiante o ensinamento dos Apóstolos naquilo que viram, viveram e ouviram. No próprio Credo reafirmamos a crença na morte de Jesus:

 

“Padeceu sob Pôncio Pilatoos.Foi crucificado, morto e sepultado. Desceu à mansão dos mortos”

 

Padecer é aguentar, cair, sob o domínio de Pilatos, em seguida, morreu na cruz e foi sepultado. Todos nós já sabemos disso.

 

Agora, um dos feitos mais impressionantes quando relembramos a Paixão de Cristo, sua descida a mansão dos mortos, a leitura é extensa, mas profundamente fácil de ser entendido:

 

“Jesus cristo desceu aos infernos, ressuscitou dos mortos no terceiro dia”

 

As frequentes afirmações do Novo Testamento segundo as quais Jesus “ressuscitou dentre os mortos” (1Cor 15,20) pressupõem, anteriormente à ressurreição, que este tenha ficado na Morada dos Mortos. Este é o sentido primeiro que a pregação apostólica deu à descida de Jesus aos Infernos: Jesus conheceu a morte como todos os seres humanos e com sua alma esteve com eles na Morada dos Mortos. Mas para lá foi como Salvador, proclamando a boa notícia aos espíritos que ali estavam aprisionados.

A Escritura denomina a Morada dos Mortos, para a qual Cristo morto desceu, de os Infernos, o sheol ou o Hades, Visto que os que lá se encontram estão privados da visão de Deus. Este é, com efeito, o estado de todos os mortos, maus ou justos, à espera do Redentor que não significa que a sorte deles seja idêntica, como mostra Jesus na parábola do pobre Lázaro recebido no “seio de Abraão”. “São precisamente essas almas santas, que esperavam seu Libertador no seio de Abraão, que Jesus libertou ao descer aos Infernos”. Jesus não desceu aos Infernos para ali libertar os condenados nem para destruir o Inferno da condenação, mas para libertar os justos que o haviam precedido. (Parágrafo Relacionado 1033)

“A Boa Nova foi igualmente anunciada aos mortos…” (1Pd 4,6). A descida aos Infernos é o cumprimento, até sua plenitude, do anúncio evangélico da salvação. É a fase última da missão messiânica de Jesus, fase condensada no tempo, mas imensamente vasta em sua significação real de extensão da obra redentora a todos os homens de todos os tempos e de todos os lugares, pois todos os que são salvos se tomaram participantes da Redenção. (Parágrafo Relacionado 605).

Cristo desceu, portanto, no seio da terra, a fim de que “os mortos ouçam a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem vivam” (Jo 5,25). Jesus, “o Príncipe da vida”, “destruiu pela morte o dominador da morte, isto é, O Diabo, e libertou os que passaram toda a vida em estado de servidão, pelo temor da morte” (Hb 2,5). A partir de agora, Cristo ressuscitado “detém a chave da morte e do Hades” (Ap 1,18), e “ao nome de Jesus todo joelho se dobra no Céu, na Terra e nos Infernos” (Fl 2,10). Um grande silêncio reina hoje na terra, um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio porque o Rei dorme. A terra tremeu e acalmou-se porque Deus adormeceu na carne e foi acordar os que dormiam desde séculos… Ele vai procurar Adão, nosso primeiro Pai, a ovelha perdida. Quer ir visitar todos os que se assentaram nas trevas e à sombra da morte. Vai libertar de suas dores aqueles dos quais é filho e para os quais é Deus: Adão acorrentado e Eva com ele cativa. “Eu sou teu Deus, e por causa de ti me tornei teu filho. Levanta-te, tu que dormes, pois não te criei para que fiques prisioneiro do Inferno: Levanta –te dentre os mortos, eu sou a Vida dos mortos.”  CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA –CIC § – 632- 635

 

Antes de sua morte, Jesus anuncia que irá acordar aqueles que dormem:

 

“Em verdade, em verdade vos digo: vem a hora, e já está aí, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. (Jo 5,25)”

 

Quando Jesus morre, os mortos que ainda estavam com seus corpos carnais nos túmulos, acordam naquele momento:

 

“Jesus de novo lançou um grande brado, e entregou a alma. E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas. Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram. Saindo de suas sepulturas, entraram na Cidade Santa depois da ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas.” (MT 27, 50-53).

 

E ao descer a morada dos mortos, Jesus acaba com o seio de Abraão e  finalmente ressuscita os que ali estavam, seja para condenação ou para a Salvação eterna.

 

Habemus Papam!

Conhecendo a biografia do novo Papa

MateriaPapaCardeal Jorge Mario Bergoglio, SJ, arcebispo de Buenos Aires, Argentina, nasceu em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires. Ele foi ordenado pelos jesuítas, em 13 de dezembro de 1969, durante os estudos teológicos na Faculdade de Teologia de San Miguel.

Ele era noviço-mestre em São Miguel, onde também ensinou teologia. Foi Provincial da Argentina (1973-1979) e reitor da Faculdade de Filosofia e Teologia de San Miguel (1980-1986). Depois de completar sua tese de doutorado na Alemanha, serviu como confessor e diretor espiritual em Córdoba.

Em 20 de maio de 1992, Bergoglio foi nomeado bispo titular de Auca e Auxiliar de Buenos Aires; recebeu a consagração episcopal em 27 de junho do mesmo ano.

Em 3 de junho de 1997, foi nomeado Arcebispo Coadjutor de Buenos Aires e sucedeu o Cardeal Antonio Quarracino, em 28 de fevereiro de 1998. Foi Relator-Geral Adjunto da Assembleia Ordinária da 10º Sínodo Geral dos Bispos, em outubro de 2001.

Bergoglio atuou como presidente da Conferência Episcopal da Argentina a partir de 8 de novembro de 2005 até 8 de novembro de 2011.

Criado e proclamado cardeal pelo beato João Paulo II, no Consistório de 21 de fevereiro de 2001, com o título de S. Roberto Bellarmino (Santo Roberto Belarmino).

Membro de:

- Congregações para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, para o Clero, para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica;

- Conselho Pontifício para a Família;

- Pontifícia Comissão para a América Latina;

Falando um pouco mais sobre o novo papa.

Ele adotou o nome de Francisco I. Um papa jesuíta, que em demosntração de perfeita humildade, preferiu um breve discurso e com 3 grandes orações: Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.

O nome de Francisco, é referencia clara a São Francisco Xavier, com influencia de São Francisco de Assis. Nesse ponto, nosso papa acertou, Francisco (os santos) recebeu de Deus uma missão simples, porém complicada – RECONSTRUA A MINHA IGREJA.

O papa Francisco I vem em um momento de transição da igreja, por isso, comparado ao papa João XXIII. Nosso novo papa tem fama de ser simples, humilde, de andar de ônibus mesmo sendo cardeal, de conversa com todos, de agir com sabedoria.

Por isso, nossa Igreja ganha, aproveitando a intelectualidade de Bento XVI, agora voltamos a ser simples.

Habemus Papam!

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