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Publicado em Crisma, Formação

A LITURGIA COM CATEQUESE

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No ultimo post, demos uma pequena introdução sobre a Liturgia, e o concluímos com uma pergunta: Qual a relação da Catequese e a Liturgia?
Pensou na resposta? Então vamos descobrir agora.

“A liturgia é o ápice para o qual tende a ação da Igreja, e ao mesmo tempo é a fonte donde emana toda a sua força.” Ela é, portanto, o lugar privilegiado da catequese do povo de Deus. “A catequese está intrinsecamente ligada a toda ação litúrgica e sacramental, pois é nos sacramentos, e sobretudo na Eucaristia, que Cristo Jesus age em plenitude para a transformação dos homens.”

A catequese litúrgica tem em vista introduzir no mistério de Cristo (ela é “mistagogia”), procedendo do visível para o invisível, do significaste para o significado, dos “sacramentos” para os “mistérios”. Tal catequese é da competência dos catecismos locais e regionais. O presente Catecismo, que pretende servir para a Igreja inteira, na diversidade de seus ritos e de suas culturas, apresentará o que é fundamental e comum a toda a Igreja no tocante à liturgia como mistério e como celebração, e em seguida os sete sacramentos e os sacramentais. (CIC§1076-77).

*A palavra ‘Mistagogia’ é de origem grega e composta de duas partes: ‘mist’ + ‘agogia’.  ‘Mist’ vem de ‘mistério’ e ‘agogia’ significa ‘conduzir’, ‘guiar’.  Podemos definir a palavra como: a ação de guiar, conduzir para dentro do mistério.

Assim, um catequista precisa ser Mistagogo, ou seja, sair do “falar” para o “agir”, “testemunhar”, é uma parte importante para a vivencia Litúrgica, todos os sacramentos estão intimamente ligados à Liturgia, sem tal ligação, cada sacramento se torna apenas uma transmissão de conhecimentos, que não leva a uma efetiva conversão. Ligando a Liturgia ao Sacramentos: Batizamos e Confirmamos a fé para participar da Mesa do Senhor, servindo a Ele pelo Sacerdócio ou pelo Matrimônio,  e ganhamos Sua Graça por meio da Reconciliação e da Unção, para tal caminho, uma liturgia bem feita e vivida, no ajuda a pegar as pedras que nos atrapalham ao longo de nossa vida e pavimentam nosso caminho rumo à Salvação.

Gostou do tema? Então mais uma pergunta: Qual a razão da Igreja Ficar colorida? Semana que vem responderemos.

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LIVROS LITÚRGICOS E GRAUS DAS CELEBRAÇÕES

Continuando nosso estudo sobre Liturgia, já vimos sobre:a Liturgia da Igrejaa Liturgia com Catequese, e as Cores do ano Litúrgico, vamos continuar hoje falando sobre os Livros Litúrgicos.

livros

O Livros Litúrgicos são partes fundamentais da liturgia, afinal, nada da liturgia é feito apenas por fazer, sem um ritual anteriormente determinado. Tais livros deixam a Celebração padronizada, sem que haja riscos de cada local ter a sua própria Liturgia.

MISSAL
MISSAL ROMANO: Livro usado pelo sacerdote na celebração eucarística. Nele estão contidas todas as orações e recomendações para cada celebração.
EVANGELIÁRIO
EVANGELIÁRIO: É o livro que contém o texto do evangelho para as celebrações dominicais e para as grandes solenidades.

 

LECIONÁRIO
LECIONÁRIO – Livro que contém as leituras para a celebração. São três: Dominical, Semanal e Santoral.

 

SACRAMENTÁRIO
SACRAMENTÁRIO: Livros próprios para serem usados nas celebrações dos sacramentos.

 

GRAUS DAS CELEBRAÇÕES E PRECEDÊNCIA DOS DIAS LITÚRGICOS

Um dado importante que veremos agora: é que o aspecto hierárquico da Igreja estende-se também à liturgia. Assim, entende-se que, na liturgia, não só os ritos têm grau de importância diferente, como também as próprias celebrações divergem quanto à sua importância litúrgica.

Podemos afirmar então que existem graus e precedência nas celebrações, e se dizemos genericamente “festas”, três na verdade são os graus da celebração: “solenidade”, “festa” e “memória”, podendo esta última ser ainda obrigatória ou facultativa. Neste subsídio, a palavra “festa” sempre é usada no conceito aqui ora exposto, a fim de evitar mal-entendidos. Vejamos então:

SOLENIDADE

É o grau máximo da celebração litúrgica, isto é, aquele que admite, como o próprio nome sugere, todos os aspectos solenes e próprios da liturgia. Na “solenidade”, então, três são as leituras bíblicas, canta-se o “Glória” e faz-se a profissão de fé. Para a maioria das solenidades existe também prefácio próprio. Embora no mesmo grau, as “solenidades” distinguem-se ainda, entre si, quanto à precedência. Somente o Tríduo Pascal da Paixão, Morte e ressurreição do Senhor está na liturgia em posição única. As demais solenidades, portanto se acham na tabela oficial distinguindo-se apenas quanto ao lugar que ocupam no mesmo nível. Assim, depois do Tríduo Pascal, temos: Natal, Epifania, Ascensão e Pentecostes, o que equivale a dizer que estas quatro solenidades são as mais importantes depois do Tríduo Pascal, mas Natal vem em primeiro lugar, na ordem descrita.

FESTA

“Festa” é a celebração um pouco inferior à “solenidade”. Identifica-se, inicialmente, com as do dia comum, mas nela canta-se o “Glória” e pode ter prefácio próprio, dependendo de sua importância. Com referência a “festa” e “solenidade”, na Liturgia das Horas (Ofício das Leituras), canta-se ainda o “Te Deum”, fora, porém, da Quaresma. Como já se falou, as “festas” do Santoral são omitidas quando caem em domingo.

MEMÓRIA

“Memória” é, sempre, celebração de santos, um pouco ainda inferior ao grau de “festa”. Na celebração da “memória”, não se canta o “Glória”. A “memória” é obrigatória quando o santo goza de veneração universal. Isto quer dizer que em toda a Igreja se celebra a sua memória. É, porém, facultativa quando se dá o contrário, ou seja, quando somente em alguns países ou regiões ele é cultuado. As “memórias” não são celebradas nos chamados tempos privilegiados, a não ser como facultativas, e dentro das normas litúrgicas para a missa e Liturgia das Horas, conforme já se falou neste trabalho. Quando caem em domingo, são também omitidas, repetindo-se aqui o que já foi explanado.

A “memória” pode tornar-se “festa”, ou mesmo “solenidade”, quando celebração própria, ou seja, quando o santo festejado for padroeiro principal de um lugar ou cidade, titular de uma catedral, como também quando for titular, fundador ou padroeiro principal de uma Ordem ou Congregação. Também a “festa” pode tornar-se “solenidade” nas circunstâncias litúrgicas aqui descritas, estendendo-se esse entendimento às celebrações de aniversário de dedicação ou consagração de igrejas.

Gostou do tema? Semana que vem tem outro assunto muito interessante: A letras do ano litúrgico. Até lá…

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AS CORES DO ANO LITÚRGICO

Continuando nosso estudo básico, já falamos sobre o conceito de Liturgia  e como ela está ligada a Catequese, hoje iremos falar das cores que usamos durante o ano Litúrgico e qual significado de cada uma delas.

cores

Como a liturgia é ação simbólica, também as cores nela exercem um papel de vital importância, respeitado a cultura de nosso povo, os costumes e a tradição. Assim, é conveniente que se dê aqui a cor dos tempos litúrgicos e das festas. A cor diz respeito aos paramentos do celebrante, à toalha do altar e do ambão e a outros símbolos litúrgicos da celebração. Pode-se, pois, assim descrevê-la:

As cores litúrgicas estão presentes na maioria dos paramentos e em algumas das alfaias para simbolizar a diversidade dos mistérios celebrados ao longo do Ano Litúrgico:

“As diferentes cores das vestes sagradas visam a manifestar externamente o caráter dos mistérios celebrados e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do ano litúrgico”

Atualmente só permitem-se mudanças nas cores litúrgicas nos casos em que uma determinada cor não possui significado para um determinado povo. Porém, uma mudança só pode ser feita se autorizado pela Santa Sé:

“No que se refere às cores litúrgicas, as conferências dos bispos podem determinar e propor à Sé Apostólica adaptações que correspondam às necessidades e ao caráter de cada povo” (IGMR, n. 346).

Cumpre notar que as cores litúrgicas só podem ser empregadas onde são prescritas: nos paramentos e em algumas alfaias. Não se utilize as cores litúrgicas nas toalhas do altar, nas velas, em vestes usadas por ministros leigos, entre outros. Da mesma forma, não se usem paramentos de várias cores, cuja cor própria não seja claramente identificada.

Então, vamos saber quais são as cores?

 

Cor roxa

roxoO roxo é uma cor mista: une quantidades iguais de vermelho e azul. Se o vermelho indica nossa humanidade (cor do sangue) e o azul recorda a divindade (cor do céu), o roxo surge como a cor do equilíbrio entre divino e humano. Por isso esta cor é ligada à penitência, pois chama à conversão, buscando transformar nossa fragilidade humana assumindo os gestos de santidade de Cristo.

Usa-se: No Advento, na Quaresma, na Semana Santa (até Quinta-Feira Santa de manhã), e na celebração de Finados, como também nas exéquias.

Cor branca

branco

Síntese de todas as cores, o branco recorda primeiramente a luz divina. Eis porque Cristo, em sua Transfiguração, aparece em vestes brancas

Usa-se: Na solenidade do Natal, no Tempo do Natal, na Quinta-Feira Santa, na Vigília Pascal do Sábado Santo, nas festas do Senhor e na celebração dos santos. Também no Tempo Pascal é predominante a cor branca.

 

Cor vermelha

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A cor vermelha é, antes de tudo, símbolo da vida, pois é a cor do sangue. Por isso, está associada ao sacrifício de Cristo e de todos aqueles que morrem pela fé, é também a cor do Espírito Santo.

Usa-se: No Domingo da Paixão e de Ramos, na Sexta-Feira da Paixão, no Domingo de Pentecostes e na celebração dos mártires, apóstolos e evangelistas.

 

Cor verde

verde

O verde simboliza a criação, pois é a cor das plantas em seu vigor. Recorda a ação de Deus em favor do homem: “em verdes prados me faz repousar”.

Usa-se: Em todo o Tempo Comum, exceto nas festas do Senhor nele celebradas, quando a cor litúrgica é o branco.

 

 

Cor rosa

rosaO simbolismo da cor rosa é análogo à cor roxa, da qual deriva: o convite à penitência e à conversão. Porém, o rosa une o roxo ao branco, recordando que o tempo de penitência está perto do fim e um novo tempo se aproxima: o tempo da festa e da alegria.

Usa-se: No terceiro Domingo do Advento (chamado “Gaudete”) e no quarto Domingo da Quaresma chamado “Laetare”). Esses dois domingos são classificados, na liturgia, de “domingos da alegria”, por causa do tom jubiloso de seus textos.

 

Cor preta

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Enquanto ausência de cor, o preto recorda imediatamente o vazio e a morte. Eis porque é a cor tradicionalmente usada para indicar luto, tristeza pela morte de alguém querido.

Pode-se usar na celebração de Finados (pode-se usar o Roxo em seu lugar).

 

 

Cor azul – (não oficial)

azul

O azul é a cor do céu, simbolizando por isso as realidades divinas e a santidade. Tradicionalmente é associada à Virgem Maria, Rainha do céu.

Usa-se: Em festas Marianas. (Pode ser usado no lugar do branco em tais festas)

 

 

 

Gostou do tema de hoje? Semana que vem tem mais.