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Devo sempre fazer o sinal da cruz? Por quê?

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“O cristão começa o seu dia, as suas orações, as suas atividades, pelo sinal da cruz ‘em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém’. O batizado consagra o dia à glória de Deus e apela para a graça do Salvador, que lhe permite agir no Espírito, como filho do Pai. O sinal da cruz fortalece-nos nas tentações e nas dificuldades” (Catecismo da Igreja Católica, 2157).

A primeira pessoa a fazer o sinal da cruz foi o próprio Jesus, que estendeu seus braços na cruz. E seus braços estendidos entre o céu e a terra traçaram o sinal indelével da Aliança.

Nos primeiros séculos, era costume fazer o sinal da cruz sobre a testa. Pouco a pouco, o costume se transformou no que conhecemos hoje: fazer uma grande cruz sobre nós mesmos, da testa ao peito e do ombro esquerdo ao direito.

Esta forma de fazer o sinal da cruz também tem um significado teológico profundo.

O sinal da cruz começa com a mão direita da cabeça até o peito, aceitando que nosso Senhor Jesus Cristo desceu do alto (isto é, do Pai) à terra pela sua santa Encarnação.

O sinal da cruz continua, partindo do lado esquerdo, onde está o coração, lugar no qual se guarda com amor o mistério pascal de Jesus (sua dolorosa Paixão e Morte), a dirigindo-se depois ao lado direito, recordando que Jesus está sentado à direita do Pai pela sua gloriosa Ascensão. Ou seja, a cruz termina na glória celestial.

Valorizar a cruz

Quando entendemos o que a cruz implicou para Jesus a favor nosso, quando recordamos que na cruz Jesus nos amou até o extremo, e se nosso pequeno gesto do sinal da cruz é consciente, estaremos continuamente reorientando nossa vida em boa direção, pois carregar a cruz é o que Jesus pede para segui-lo.

Todo gesto simbólico pode nos ajudar a entrar em comunhão com aquilo que o gesto significa, e isso é o mais importante.

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Quaresma, tempo de conversão

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Iniciamos um tempo de profunda reflexão e de preparação espiritual para o maior sacrifício de todos, o do Senhor Jesus, que vence a morte e nos concede a vida eterna. Para um tempo tão rico em graças e em mistérios, iniciemos nosso retiro particular, se inicia a QUARESMA.

Quaresma, palavra que vem do latim quadragésima, é o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no Domingo de Páscoa.

O Tempo da Quaresma é um tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de preparação para a Páscoa do Senhor, e dura cerca de quarenta dias. Neste período não se diz o “Aleluia”, nem se colocam flores na Igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o “Glória a Deus nas alturas”, para que as manifestações de alegria sejam expressadas de forma mais intensa no tempo que se segue, a Páscoa. A Quaresma inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, e termina na manhã de Quinta-feira Santa.

É um tempo de sacrifício e penitências, não de louvor. Devemos reforçar a oração, a penitência e a caridade.

Façamos desse momento uma oportunidade para o novo, para nossa conversão interna, para que nossas atitudes em favor dos mais necessitados sejam agradáveis aos olhos de Deus.

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PÓS – CRISMA 2018 – 2º Encontro

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Você recebeu os Dons do Espírito Santo, agora é a hora de cultivar a semente dentro de seu coração, depois do recesso, a Missão Continua:

2º Encontro PÓS – CRISMA 2018 –

Tema: “Sabei cuidar das sementes lançadas durante a Crisma”.

Dia 18 de Fevereiro, as 08:30

Locais:

Comunidade Santa Rita.

Comunidade Espírito Santo.

Comunidade Santo Antonio.

Venha continuar com a melhor experiência que você já viveu, seus catequistas estão ansiosos por seu reencontro.

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CARNAVAL, TUDO É PERMITIDO?

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A festa faz parte da vida, difícil é imaginar o ser humano, em sua longa existência, conviver socialmente sem motivos para festejar. Na Bíblia não é diferente, quantos livros sagrados nos mostram que para cada vitória, é feita uma celebração, farta em tudo, desde uma festa de casamento até uma comemoração de uma liberdade de um povo, como foi o caso da festa da Páscoa, sendo a festa da saída da escravidão do Egito. No Novo Testamento não é diferente, a Ação de Graças sempre é feita, os momentos festivos religiosos são sempre representados por esse marcos.

Basta lermos qualquer um dos 4 Evangelhos, para constatar que até mesmo nosso Senhor Jesus está presente em algumas solenidades, o seu primeiro milagre é em uma festa de casamento. O mesmo Jesus nos conta que sempre em forma de parábolas que o Reino de Deus é comparado a uma grande festa, a um imenso banquete, a uma celebração de núpcias.

Passando um pouco para o lado mais humano, todos os povos da terra sempre expressaram seus sentimentos mais profundos de felicidades em festas. É na festa que nos mostramos para os outros, quem de fato somos.

Chegamos então a nossa realidade, no Brasil todos os anos, sempre 40 dias antes da Páscoa, é comemorado o Carnaval, que se traduz em uma crise de valores morais e de costumes. Imagina-se uma festa sadia, assim como era no passado, porém, não nos esquecemos de que essa festa de hoje, se confunde diversão, lazer e liberdade com libertinagem.

A vida profana, guiada por orgias, muitas vezes supera a sadia alegria de uma festa popular. Não desprezando o valor artístico do carnaval, mas é um grande empenho para nada que valha a pena. Ou seria ético, que um morador de uma comunidade carente use uma fantasia que custe mais do que sua casa? Há um exagero de gastos, principalmente público, que é desviado de forma descarada para essa festa, lembrando é claro de que tantas pessoas necessitam de tais verbas. Esse espetáculo de desfile de caras fantasias, não justifica a real necessidade dos mais oprimidos. Recordamos-nos que os valores dos Evangelhos, nos mostra isso, zelar principalmente pela justiça, e convenhamos gastar milhares em uma fantasia, enquanto que centenas estão desalojadas, não é justiça social.

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É claro que devemos reconhecer o justo direito de se procurar o sadio lazer, quando se brinca, se fantasiam, não de forma tão cara, mas com um simples chapéu ou mascara. Mas jamais nos calamos para essa orgia em praças públicas, pois a Bíblia sempre denuncia que a festa leva aos exageros, aos pecados cometidos pela carne. Aos abusos cometidos contra a saúde, como não citar que sempre nessa época, se intensificam as propagandas de bebidas alcoólicas, e somada a campanhas do governo para que sejam utilizados os preservativos. Ou seja, beba a vontade, transe a vontade, é festa.

Não são esses os valores cristãos que aprendemos de nossos pais, a banalização do ser humano, leva. Às vezes ao mais radical como se esquecer dos abortos que são feitos durante o carnaval?

Precisamos refletir que festa é essa? Será a festa da carne, onde tudo é permitido, ou um momento para reflexão, da festa sadia, da brincadeira entre os amigos, esse é o sentido do carnaval verdadeiro, pois não esqueçamos que ele nos direciona para a Quaresma, um momento de sublime reflexão e abstinência, por acaso desejamos chegar a esse momento poluídos pelo que fizemos no carnaval?

Lembremos ainda que sempre nessa época, as igrejas se intensificam no combate a essas libertinagens, os retiros espirituais, e tantas outras opções, onde se festeja sim, e muito, mas seguindo a oração, todos se unem para orar, para abrir mão dessa festa da farra. Buscam o pureza, a reflexão e por meio deles um encontro com Deus.

Digamos que o carnaval do Brasil é totalmente diferente do restante do mundo, pois aqui se misturam as raças, os costumes, por isso se criou a ideia de que tudo é permitido. Pura mentira.

E ao final da festa, qual a reação de cada um? O que se pode guardar de boa recordação? Quantas pessoas “peguei”? Quanto consegui beber? Quanto abusei da liberdade?

A ilusão acaba, e vêm então as conseqüências de tudo. Ao final dos quatro dias, sua experiência poderá ser contato dentro de seu grupo na Igreja? Se você palestra, catequisa ou apenas participa de locais com pra jovens, sua conduta nestes quatro dias servirá de um edificante exemplo? Ou você foi na onda da maioria, e por isso não merece ser julgado?

Por fim, podemos dividir a população em quatro grandes grupos:

  1. O grupo dos brasileiros que participam efetivamente de alguma forma dos festejos carnavalescos seja de forma sadia, ou de forma profana.
  2. O grupo dos expectadores, que apenas assistem aos eventos, seja nas festas ou na televisão.
  3. Os indiferentes, aqueles que aproveitam essa época para descansar, viajar, aproveitar o tempo com a família, ficando bem longe das festas.
  4. Os que fazem dessa época um período de preparação para a Quaresma, aproveitam para ganhar um crescimento espiritual, religioso ou familiar. E é desse grupo que é colocado a verdadeira noção de como aproveitar o tempo festivo, que vem crescendo consideravelmente nos últimos anos, principalmente entre os jovens.

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Em qual grupo você se encaixa?

“Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada domine. (1 Coríntios 6, 12)

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Quando a informação não carrega formação

Hoje, dia 02 de fevereiro, pela manhã, ao ligar um noticiário televisivo, me deparo com a seguinte notícia: “Hoje dia de Nossa Senhora dos Navegantes, milhares de católicos se unem ao candomblé para festejar Iemanjá…[sic]”. Não pude ouvir tal coisa e ficar calado.

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Num primeiro momento, minha esposa e eu ficamos meio confusos, se de fato ouvimos o que foi dito e então a reportagem entrou no ar, e para nossa tristeza, a matéria deixa transparecer que Nossa Senhora e Iemanjá são a mesma pessoa, apenas pela coincidência serem celebradas no mesmo dia.

O título do texto acima é proposital pois, em pleno 2018, com uma gama quase que infinita de meios de informação na TV, na internet, nas rádios, em jornais e outros, e junto deles uma enxurrada de informações, pouco se preocupa com a formação. E estamos aqui diante de um problema sério, já que muitas vezes, a falta de uma formação mais séria, ainda que superficial, leva muitos ao erro de misturar coisas totalmente distintas ao ponto de se perder o respeito e a essência em cada uma.

Não entrando no mérito histórico da questão, mas o leitor merece uma explicação sobre quem é cada uma.

Vamos primeiro a quem é de fato Nossa Senhora dos Navegantes, para melhor formação dos nossos leitores, transcrevo uma completa e rica publicação do site Canção Nova, escrito por, Natalino Ueda, o link segue no final do texto.

A verdadeira devoção a Nossa Senhora dos Navegantes

Nossa Senhora dos Navegantes é a Estrela que nos conduz no mar, por vezes tempestuoso e sombrio, da história da salvação.

A devoção a Nossa Senhora dos Navegantes remonta a Idade Média, na época das Cruzadas, e está intimamente ligada ao título “Estrela do Mar”. Naquele tempo, os cruzados atravessavam o Mar Mediterrâneo rumo à Palestina para proteger os peregrinos e os lugares santos dos infiéis.

Tendo em vista os perigos que enfrentariam, esses bravos homens invocavam a Santíssima Virgem Maria pelo nome de “Estrela do Mar”, pois, sob esse título, ela era conhecida como aquela que protegia os navegantes, mostrando-lhes sempre o melhor caminho e um porto seguro para a sua chegada.

Antes das travessias, os navegantes participavam da Santa Missa, na qual pediam proteção de Nossa Senhora dos Navegantes para enfrentar, com coragem, os perigos do mar, as tempestades e os ataques dos piratas.

Com o início das grandes navegações, por parte dos portugueses e espanhóis, e a descoberta de novas rotas comerciais e terras pelo mundo, a devoção a Nossa Senhora dos Navegantes cresceu ainda mais e chegou a terras cada vez mais longínquas. Sob esse título, a Santa Virgem é a padroeira dos navegantes e dos viajantes, e é também chamada de Nossa Senhora da Boa Viagem.

A origem da devoção a Nossa Senhora dos Navegantes

Essa devoção tem sua origem mais remota no título mariano “Estrela do Mar”. Até nossos dias, não foi possível datar com precisão e saber a origem desse título. No entanto, o hino litúrgico em latim “Ave Maris Stella”, que pode ser traduzido por “Ave, do mar estrela”, composto por volta do século VII, atesta a antiguidade da devoção a Santíssima Virgem sob esse título.

Todavia, não há uma unanimidade quanto à autoria e a data da composição do hino litúrgico.

Santo Tomás de Aquino, o Doutor Angélico, no seu comentário “A Saudação Angélica”, ensina-nos que a Virgem Maria foi isenta de toda maldição e é bendita entre as mulheres. Nossa Senhora é a única que suprime a maldição, traz a bênção e abre as portas do paraíso.

Por isso, convém-Lhe o nome de Maria, que significa “Estrela do mar”1. Da mesma forma que os navegadores são conduzidos pela estrela do mar ao porto, os cristãos são conduzidos à glória do Reino dos Céus por Maria.

Virgem Maria é comparada a uma estrela

Em uma de suas memoráveis homilias, São Bernardo de Claraval, Abade e Doutor da Igreja, afirma que a Virgem Maria é comparada muito apropriadamente a uma estrela, pois esta dá a sua luz sem se alterar, tal como Nossa Senhora deu à luz o seu Filho sem danificar o seu corpo virgem. “Ela é efetivamente essa nobre ‘estrela surgida de Jacob’2, cujo esplendor ilumina o mundo inteiro, que brilha nos céus e penetra até aos infernos. […] Ela é verdadeiramente essa linda e admirável estrela que havia de elevar-se acima do mar imenso, cintilante de méritos, iluminando pelo exemplo”3.

Nossa Senhora, a padroeira dos navegantes e dos viajantes

A primeira razão da devoção a Nossa Senhora dos Navegantes, ou Nossa Senhora da Boa Viagem, é obviamente por sua proteção contras os perigos do mar, o seu socorro nas tempestades. Foi por esse motivo que essa devoção chegou aqui, juntamente com os navegantes portugueses, desde a época do descobrimento do Brasil em 22 de abril de 1500.

Naquele tempo, as embarcações eram menores e não tão seguras quanto as atuais. Por isso, as pessoas que viajavam de barco não sabiam se retornariam com vida. Além disso, os recursos de navegação eram quase inexistentes.

Era muito comum que os marinheiros se orientassem pelo sol, durante o dia; e pelas estrelas durante a noite. Dessa forma, a “Estrela do Mar”, que é a Virgem Maria, tornou-se a Senhora dos navegantes, que por ela se orientavam nas “noites escuras” das suas viagens.

Muitas são as comunidades paroquiais, e até cidades, que tem Nossa Senhora dos Navegantes como padroeira por todo o Brasil.

A festa é especialmente celebrada em cidades litorâneas

A sua festa é celebrada no dia 2 de fevereiro. Especialmente nas cidades litorâneas, que têm muitos pescadores e se usa muito o transporte marítimo, a devoção a Virgem Maria sob este título é muito popular, atraindo milhares de peregrinos em suas festas.

A devoção a Nossa Senhora dos Navegantes é associada popularmente a Iemanjá. Entretanto, a primeira, que é uma devoção católica, não tem nenhuma relação com a segunda, a não ser que as suas festas são comemoradas no mesmo dia, 2 de fevereiro.

Iemanjá é um orixá feminino do Candomblé, da Umbanda e de outras crenças afro-brasileiras, que é comemorada também nos dias 15 de agosto e 8 de dezembro, datas marianas, talvez para associá-la a Nossa Senhora.

A raiz dessa associação entre ambas está historicamente ligada à religiosidade do tempo da escravatura, na qual os portugueses não permitiam aos escravos o culto aos seus “deuses”. Em vista disso, muitos escravos continuaram a cultuar essas entidades nas imagens católicas, para evitar problemas com seus senhores.

Infelizmente, isso ainda está enraizado na cultura e na religiosidade de muitas pessoas, que continuam a associar a Senhora dos Navegantes com Iemanjá.

Nossa Senhora dos Navegantes, a Estrela do Mar

A segunda e mais importante razão da devoção a Nossa Senhora dos Navegantes está associada com o título que lhe deu origem: “Estrela do Mar”.

A Virgem Maria é essa estrela luminosa, que nos guia, que nos mostra a direção certa no mar por vezes tempestuoso da nossa história, para chegarmos ao porto seguro, que é Jesus Cristo. Dessa forma, compreendemos que a Senhora dos Navegantes não é somente a protetora e a intercessora dos navegantes, mas de todos nós, que navegamos nessa grande embarcação que é a Igreja, no mar tantas vezes agitado e perigoso deste mundo.

Seja nas calmarias ou em meio às tempestades, sigamos a Estrela do Mar pelo caminho espiritual indicado por São Bernardo: “Vós todos, quem quer que sejais, seja o que for que sentirdes hoje, em pleno mar, sacudidos pela tormenta e pela tempestade, longe da terra firme, mantende os olhos na luz dessa estrela para evitar o naufrágio. Se se levantarem os ventos da tentação, se vires aproximar-se o escolho das provações, olha para a estrela, invoca Maria! Se te sentires sacudido pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência ou do ciúme, eleva os olhos para a estrela, invoca Maria. […]

Se te sentires perturbado pela enormidade dos teus pecados, humilhado pela vergonha da tua consciência, assustado pelo temor do julgamento, se estiveres a ponto de naufragar nas profundezas da tristeza e do desespero, pensa em Maria. No perigo, na angústia, na dúvida, pensa em Maria, invoca Maria!

Que o seu nome nunca saia dos teus lábios nem do teu coração. […] Seguindo-a, não te perderás; rezando-lhe, não desesperarás; pensando nela, evitarás enganar-te no caminho. Se Ela te agarrar
pela mão, não te afundarás; se Ela te proteger, nada temerás; conduzido por Ela, ignorarás a fadiga; sob a sua proteção, chegarás ao objetivo. E compreenderás, pela tua própria experiência, como são verdadeiras essas palavras: ‘O nome da virgem era Maria’4”5.

Nossa Senhora dos Navegantes, a Estrela da Esperança

Nossa Senhora dos Navegantes, portanto, é a “Estrela do Mar”, que guia e protege os pescadores, marinheiros e viajantes em suas jornadas pelos mares e os leva a um porto seguro.

Em sentido ainda mais profundo e espiritual, a Virgem Maria é a Estrela que nos conduz ao porto seguro da salvação, que é Jesus Cristo.

Da mesma forma que os magos do oriente foram guiados pela estrela para Belém, para lá encontrar o Menino Deus e o adorar6, também nós somos guiados pela Estrela do Mar até nos encontrar definitivamente com seu divino Filho, no porto seguro, que é o Reino dos Céus.

Por isso, Nossa Senhora é modelo de Igreja, intercessora e auxílio nas tribulações, e Mãe de todos nós, seus filhos e escravos de amor. Diante dessa bela e luminosa Estrela do Mar, que é Maria Santíssima, não temos que temer as tempestades, os mares revoltos, as grandes ondas que por vezes ameaçam nos levar ao naufrágio.

A vida é como uma viagem no mar da história

Como disse o Papa Emérito Bento XVI: “A vida é como uma viagem no mar da história, com frequência enevoada e tempestuosa, uma viagem na qual perscrutamos os astros que nos indicam a rota. As verdadeiras estrelas da nossa vida são as pessoas que souberam viver com retidão. Elas são luzes de esperança.

Certamente, Jesus Cristo é a luz por antonomásia, o sol erguido sobre todas as trevas da história. Mas para chegar até Ele precisamos também de luzes vizinhas, de pessoas que dão luz recebida da luz d’Ele e oferecem, assim, orientação para a nossa travessia. E quem mais do que Maria poderia ser para nós estrela de esperança?”7

No mar tempestuoso da história da salvação, a Virgem Maria é esta Estrela da Esperança, que nos guia principalmente quando a escuridão, ou densas névoas, não nos permite enxergar para onde vamos. Por isso, não tenhamos medo, mas nos confiemos inteiramente a Nossa Senhora: “Vós permaneceis no meio dos discípulos como a sua Mãe, como Mãe da esperança. Santa Maria, Mãe de Deus, Mãe nossa, ensinai-nos a crer, esperar e amar convosco. Indicai-nos o caminho para o Seu Reino! Estrela do mar, brilhai sobre nós e guiai-nos no nosso caminho!”8

Nossa Senhora dos Navegantes, rogai por nós!

Referência:
1 –SÃO TOMÁS DE AQUINO. O Pai-Nosso e a Ave-Maria

2 – Cf. Nm 24, 17.

3 – SÃO BERNARDO. Homílias sobre estas palavras do Evangelho: “O anjo foi enviado”.

4 – Lc 1, 27.

5- SÃO BERNARDO. Op. cit.

6 – Cf. Mt 2, 1-12.

7 – PAPA BENTO XVI. Carta Encíclica Spe Salvi, 49.

8 –  Idem 50.

Extraído do Site: https://formacao.cancaonova.com/nossa-senhora/devocao-nossa-senhora/a-verdadeira-devocao-a-nossa-senhora-dos-navegantes/

Quem é Iemanjá

Iemanjá é um orixá feminino (divindade africana) das religiões Candomblé e Umbanda. O seu nome tem origem nos termos do idioma Yorubá “Yèyé omo ejá”, que significam “Mãe cujos filhos são como peixes”. Mãe-d’água dos Iorubatanos no Daomé, de orixá fluvial africano passou a marítimo no Norte do Brasil. No Brasil, a deusa Iemanjá recebe diferentes nomes, dentre eles: Dandalunda, Inaé, Ísis, Janaína, Marabô, Maria, Mucunã, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sereia do Mar, etc.

A rica e desconhecida cultura africana é carregada de simbolismo e uma enorme mitologia que ao longo de séculos de escravidão foram levadas a vários continentes, sem nunca perderem sua essência. Quando vieram para o Brasil, os negros continuaram seu culto em diversos orixás, contudo, para não serem presos e nem condenados sob o crime de heresia, renomearam seus orixás de acordo com alguns santos católicos, Iemanjá, quando forem questionados, passam a receber o nome de nossa senhora da conceição.

Fonte:  https://www.significados.com.br/iemanja/

Termina aqui a explicação mais simples possível, para os negros antigos, Iemanjá e Nossa Senhora da Conceição nunca foram a mesma coisa, já que uma é uma deusa, entidade suprema dos rios e dos mares, que controla as águas, enquanto que a outra é uma pessoa que muitos deles nem sabe a real história.

Ao longo dos séculos, esta mistura se tornou “normal”, e foi esquecida para muitos que não viam o mal em prestar a mesma homenagem a qualquer uma destas personalidades.

Para aprofundar um pouco mais sobre a formação a respeito de Nossa Senhora, acesse os links abaixo:

MARIA, A IMACULADA CONCEIÇÃO

Maria na Igreja

A devoção a Virgem Maria é necessária para a salvação?

Maria teve outros filhos? (parte. I)

Maria teve outros filhos? (parte. II)

Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Os Milagres de Aparecida

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2018 – Começamos

Crisma 2018 vai começar

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Quer Crismar?

Chegou a hora, no próximo domingo, dia 21, as 09:30, na comunidade Santo Antonio, começa a Crisma 2018 par aos jovens de nossa paróquia. Se você ainda não fez sua inscrição, ainda dá tempo, no dia 21 ainda pode se inscrever. Lembrando que é preciso levar um dos pais ou responsável, além do RG, e ter 16 anos completos ou a completar até o final de setembro deste ano.

Já é crismado?

Temos muitas opções para você continuar agora por em pratica tudo que aprendeu na Crisma. Para você que não vê ainda uma vocação para ser um catequista, mas deseja continuar com a formação cristã.

Tem novidade vindo aí.

Em 2018, inicia uma nova fase de nossa pastoral, voltando nosso carinho e atenção aos que já conviveram como crismandos e sentem que a chama ainda não se apagou, vem um novo Pós-Crisma, que muitos ajudaram a opinar sua nova forma de ação.

Agora, chegou o momento de iniciarmos os trabalhos e recebe – lós de volta.

Como ultima parte de nossa organização, antes de iniciarmos, precisamos que façam um pequeno cadastro, bem simples e rápido.

O Novo Pós – Crisma será quinzenal, sempre aos domingos pela manha, e de forma comunitária, incentivando e valorizando a identidade do crismado cada vez mais perto de sua comunidade. – por isso precisamos do cadastro para termos noção de qual ou quais comunidades precisarão de mais turmas e catequistas.

https://goo.gl/forms/fvDIX71y2nLsQCtt1

Iniciaremos em Fevereiro. Estamos ansiosos para vê-los novamente.

Ainda não tem idade para crismar, tem o Pré – Crisma, que começa de cara nova em Março, aguardem as novidades.

#acrismavaicomeçar

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MARIA, A IMACULADA CONCEIÇÃO

Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. (Lc 1,28-30)

 

Nossa Senhora da Conceição
Nossa Senhora da Conceição

Nesta saudação do anjo, que chama Maria de “cheia de graça” encontra se a identidade de Maria, ela é filha de seu Filho. A saudação do anjo não foi Maria… mas cheia de graça. Ela pelos méritos de Cristo e para a aceitação livre de fé ao anúncio do anjo de sua vocação era preciso estar totalmente sob moção da graça de Deus.

 

Maria não é para Deus simplesmente uma função, mas antes de tudo uma pessoa, e é como pessoa que é tão cara a Deus desde toda a eternidade.

 

É o que confessa o dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 1854 pelo Papa Pio IX:

 

Por uma graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada intacta de toda a mancha do pecado original no primeiro instante da sua conceição. (DS 670)

 

Maria foi redimida de uma forma mais sublime por seu Filho, ela é cheia de graça antes mesmo da Encarnação. A santidade de Maria tem também uma característica que a coloca acima de qualquer pessoa do Antigo e Novo Testamento. É uma graça incontaminada. A Igreja Latina a chama de “Imaculada” e a Igreja Oriental de “Toda Santa” (Panaghia).

 

Como diz Santo Ireneu, “obedecendo, Ela tornou-se causa de salvação, para si e para todo o gênero humano”. Eis porque não poucos Padres afirmam, tal como ele, nas suas pregações, que “o nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; e aquilo que a virgem Eva atou, com a sua incredulidade, desatou-o a Virgem Maria com a sua fé”; e, por comparação com Eva, chamam Maria a “Mãe dos vivos” e afirmam muitas vezes:”a morte veio por Eva, a vida veio por Maria”.

 

Nas aparições de Nossa Senhora em Lourdes à Santa Bernadete no ano de 1858, apenas quatro anos após o dogma de 1854, quando indagada pela menina de qual era seu nome, ela respondeu: – Eu sou a Imaculada Conceição!

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Revolução Protestante – 500 Anos

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Por Cardeal G. Muller

Há uma grande confusão hoje em dia no que diz respeito à figura de Lutero, e convém deixar claro que, do ponto de vista da teologia dogmática e da doutrina da Igreja, ele foi responsável, não por uma reforma, mas por uma revolução, isto é, uma mudança total dos fundamentos da fé católica. Tampouco seria realista afirmar que sua intenção tenha sido apenas a de lutar contras alguns abusos no uso das indulgências ou contra os pecados da Igreja da Renascença. Abusos e pecados, sempre os houve dentro da Igreja, não só durante o Renascimento, mas ainda nos dias de hoje. Constituímos a Santa Igreja em virtude da graça de Deus e dos sacramentos, mas todos os homens pertencentes a ela são pecadores, todos precisam de perdão, de arrependimento, de penitência.

Não podemos aceitar que a reforma de Lutero seja entendida como uma reforma da Igreja, em sentido católico.
Esta distinção é muito importante. Em seu livro de 1520, De Captivitate Babylonica Ecclesiæ, aparece com absoluta clareza que Lutero renunciou a todos os princípios da fé católica, da Sagrada Escritura, da Tradição apostólica, do magistério do Papa e dos Concílios, do episcopado. Nesse sentido, Lutero destruiu o conceito de desenvolvimento homogêneo da doutrina cristã, tal como explicado na Idade Média, e chegou a negar os sacramentos como sinais eficazes da graça neles contida, substituindo essa eficácia objetiva por uma fé subjetiva. Lutero aboliu cinco sacramentos e, além disso, negou a Eucaristia: o seu caráter sacrificial e a conversão real da substância do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Jesus Cristo. E não só isso. Afirmou que o sacramento da ordem, tanto episcopal quanto presbiteral, é uma invenção do Papa — para ele, o Anticristo —, e não parte da Igreja de Jesus Cristo. Nós, porém, cremos que a hierarquia sacramental, em comunhão com o sucessor de Pedro, é um elemento essencial da Igreja Católica, e não apenas o princípio de uma organização humana.

É por isso que não podemos aceitar que a reforma de Lutero seja entendida como uma reforma da Igreja, em sentido católico. Só é católica a reforma que significa uma renovação na graça e nos costumes da fé de sempre, uma renovação espiritual e moral dos cristãos, e não uma “refundação”, uma “nova” Igreja.

É, portanto, inaceitável afirmar que a reforma de Lutero tenha sido “um evento do Espírito Santo”. Ao contrário, foi algo contra ele, pois o Espírito Santo auxilia a Igreja a preservar sua continuidade por meio do Magistério eclesiástico, sobretudo pelo serviço do ministério petrino. Foi apenas sobre Pedro que Jesus fundou sua Igreja (cf. Mt 16, 18), a qual é “a Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3, 15). O Espírito Santo não se contradiz a si mesmo.

São muitas as vozes que se levantam, entusiasmadas, para falar de Lutero, mas desconhecendo qual foi exatamente a sua teologia, a sua polêmica e as drásticas consequências de um movimento que representou a destruição da unidade de milhões de cristãos com relação à Igreja Católica. Podemos avaliar de modo positivo a sua boa vontade, sua explicação lúcida dos mistérios da fé comum, mas não suas investidas contra a fé católica, sobretudo no que se refere aos sacramentos e à estrutura hierárquico-apostólica da Igreja.

Também não é correto afirmar que Lutero teve inicialmente boas intenções, como se o responsável por seu desvio tenha sido a postura rígida da Igreja. Isso não é verdade. Com efeito, Lutero pretendia combater, sim, o comércio de indulgências, devido, não às indulgências em si mesmas, mas enquanto elemento do sacramento da Penitência.

Jesus mesmo fundou a sua Igreja e a protege na transmissão da fé e da graça sacramental através do Espírito Santo.
Tampouco é verdade que a Igreja se tenha recusado a dialogar. Depois de sua disputa com John Eck, Lutero teve a chance de falar ao Cardeal Caetano, enviado pelo Papa a título de legado. Podem-se discutir modos e procedimento; mas, quando se trata da substância mesma da doutrina, é preciso reconhecer que a autoridade da Igreja não cometeu erro algum. Do contrário, dever-se-ia sustentar que a Igreja pôde ter ensinado erros quanto à fé ao longo de dois mil anos, quando sabemos — e este é um elemento essencial da doutrina — que a Igreja não pode errar na transmissão da salvação mediante os sacramentos.

Não se devem confundir erros pessoais, os pecados dos membros da Igreja, com erros na doutrina e nos sacramentos. Quem assim pensa, crê que a Igreja é somente uma organização feita de homens e nega o princípio segundo o qual Jesus mesmo fundou a sua Igreja e a protege na transmissão da fé e da graça sacramental através do Espírito Santo. A Igreja não é uma organização meramente humana; é o próprio Corpo de Cristo, onde existe a infalibilidade conciliar e papal de um modo precisamente definido. Todos os Concílios se referem à infalibilidade do Magistério quanto à definição da fé católica. Em meio à confusão atual, há muitos que pretendem solapar a realidade: dizem que o Papa é infalível quando fala em privado, ao mesmo tempo em que dizem ser falíveis os Papas que propuseram publicamente a fé católica ao longo da história.

Sim, já se passaram 500 anos. Não é mais tempo de polêmica, mas de entendimento e reconciliação. Mas não à custa da verdade. Não se deve agravar a confusão. Ora, se devemos, por um lado, reconhecer a eficácia do Espírito Santo nos cristãos não-católicos de boa vontade, que não cometeram pessoalmente esse pecado de ruptura com a Igreja, não podemos, por outro, alterar a história do que se passou há 500 anos. Uma coisa é o desejo de manter boas relações com os cristãos não-católicos de hoje, a fim de os aproximar da plena comunhão com a hierarquia católica e com a aceitação da Tradição apostólica segundo a doutrina da Igreja; outra coisa é a incompreensão ou a falsificação do que ocorreu 500 anos atrás e do impacto desastroso que se lhe seguiu. Impacto, aliás, contrário à vontade de Deus: “Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17, 21).

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UM NOVO PÓS – CRISMA

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“É importante não esquecer que: a missão do crismado é ser cristão no mundo, no meio em que vive. Esse é o seu maior engajamento.

“Mais do que o pós-crisma, o importante é investir na preparação dos crismandos para a vida, onde quer que estejam”.

Ser cristão implica estar ligado à comunidade cristã. Isto quer dizer: a pessoa celebra sua vida e sua fé na Eucaristia; vive uma vida impregnada dos valores cristãos; aprofunda sua fé e seu seguimento a Jesus Cristo, através dos cursos de formação que a paróquia promove etc.

A celebração do Sacramento da Crisma é ponto de partida para uma caminhada na vida e na fé cristã. A preparação precisa ajudar o jovem a se descobrir como cristão, a ser Igreja. É importante que os catequistas  cuidem para não sobrecarregar o jovem com um engajamento de  que ele não dá conta (não tem idade). A estrutura da comunidade paroquial precisa possibilitar diferentes engajamentos. Ao longo da caminhada crismal, o jovem pode conhecer a comunidade de que participa ou começa a participar.

O pós-crisma

A catequese necessita de uma equipe de catequistas que tenha objetivos claros. Será preciso planejar o que irá ser feito, verificar os passos que precisam ser dados, preparar quem irá assumir o trabalho, antes de iniciar qualquer coisa. Necessariamente o jovem não tem que se engajar em alguma pastoral ou movimento. O grupo de crismandos passou um ano juntos e criou laços.

Então uma das melhores saídas é: O grupo de Crismados continuar a se reunir.  

Mas, o jovem só irá voltar se a preparação da crisma foi bem feita, foi gostosa, se ele se sentiu sujeito, participante do processo.”  (Trecho retirado do site Catequese Hoje, escrito por Lucimara Trevizan, da Comissão Bíblico-Catequética da CNBB – Regional Leste 2.)

VOCÊ,

crismado de qualquer época, que tal nos ajudar a criar a nova fase do Pós-Crisma de nossa paróquia?
Sua ajuda é importantíssima e muito fácil de fazer, responda ao questionário online, desta forma, criaremos um novo Pós-Crisma a partir do crismados, e muitos frutos serão colhidos com a Graça de Deus.

Clique aqui, e responda as perguntas, é rápido, fácil e não precisa fazer login.

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OS SETE DONS DO ESPÍRITO SANTO

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Somente pela ação do Espírito Santo em nós é que podemos conquistar a santidade. É ele, que desde o Batismo vem habitar em nós para fazer-nos “templos do Deus vivo”; ou, como disse São Pedro, “pedras vivas, vós também vos tornais os materiais deste edifício espiritual, um sacerdócio santo, a oferecer vítimas espirituais agradáveis a Deus, por Cristo” (1Pe 2,5).

O Espírito de Jesus habita em nós para fazer-nos imagens de Jesus, o Homem perfeito, o Santo.

“Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? … Porque o templo de Deus, que sois vós é santo” (1 Cor 3,16). “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual vos foi dado por Deus? (1 Cor 6,19).

Desde o Batismo o Espírito habita em nós com a Trindade Santíssima e nos dá os dons de santificação: Sabedoria, Ciência, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Piedade e Temor de Deus. A Igreja nos ensina que mediante esses dons o Espírito nos dirige para a santificação, na medida em que a nossa disposição coopera com a graça.

 

SABEDORIA

Pelo dom da Sabedoria, o Espírito nos capacita a conhecer a Deus na intimidade e também nos leva a conhecer a Sua vontade. Faz-nos perceber a mão de Deus em nossa vida, guiando os nossos passos.

 ENTENDIMENTO (INTELIGÊNCIA)

Pelo Entendimento, ou Inteligência, nos leva a ver as pessoas e o mundo com os olhos de Deus,  e não com a nossa “miopia humana”, que mais enxerga os defeitos e os erros do que as qualidades e as belezas das pessoas e das criaturas. Por esse dom somos levados a querer penetrar os mistérios de Deus e o seu conhecimento.

 CIÊNCIA

O dom da Ciência nos leva a compreender e aceitar os planos de Deus revelados na Sagrada Escritura. Por esse dom muitos santos, embora quase analfabetos, tinham a ciência infusa das coisas de Deus.

CONSELHO

O dom do Conselho nos faz sábios diante da vida e nos impulsiona a procurar a Deus e a levar os outros a Deus.

FORTALEZA

O dom da Fortaleza nos prepara para lutar contra as tentações e o pecado. Nos faz corajosos na defesa da fé, da “sã doutrina” (1 Tm 1,10) da Igreja, e nos ajuda a vencer as zombarias e o respeito humano. A Fortaleza também nos é dada para termos força e paciência para carregar a cruz de cada dia. Sem esse dom nos desesperamos diante do sofrimento e da dor.

PIEDADE

A Piedade produz em nós o amor a Deus acima de tudo, afastando-nos de toda forma de idolatria (prazeres, amor ao dinheiro, status, fama, vanglória, poder, superstições, ocultismo, etc.) para adorar e servir somente a Deus. Faz-nos também vivermos como verdadeiros filhos de Deus, que ama o Pai com toda a sua vida: pensamentos, palavras e obras.  É também o dom que nos leva e capacita à oração permanente e humilde que tudo alcança. Faz-nos curvar a cabeça e o coração diante das coisas sagradas. Move-nos a adorar a Deus e venerar os seus santos e anjos, e de modo especial a Nossa Senhora, Mãe de Deus.

TEMOR DE DEUS

O Temor de Deus não consiste em ter medo de Deus. Jesus nos revelou o grande amor de Deus na parábola do filho pródigo; o Pai sempre pronto a acolher e a perdoar o  filho que o abandonou. Esse Temor é o receio de ofender a Deus por ser Ele tão  bom e Santo. Não é medo de ofendê-lo e ser castigado, e sim receio de decepcioná-lo com o nosso pecado. Então, por amor a Deus, nos leva a fugir do pecado, já que este entristece a Deus, o decepciona.

 

Está chegando o dia da Confirmação dos jovens de nossa paróquia neste ano, que O Espírito Santo no inflame com cada um de seus dons e penetre ainda mais em nós com seus frutos.

 

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Os Milagres de Aparecida

Já falamos sobre a origem de Nossa Senhora de Aparecida, mas ela não é só uma imagem de enfeite, sua aparição e um conjunto de milagres ja nos fazem acreditar que nossa Mãe escolheu o Brasil para se manifestar aos fiéis.

A virgem Santa, mãe de Jesus Cristo, apareceu em diversas localidades ao redor do mundo em momentos importantes da história. Graças à misericórdia de Deus, Maria apareceu no Brasil na forma de uma imagem negra, na época em que a escravidão no país estava em alta.

Maria foi proclamada Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha do Brasil, em 16 de julho de 1930 pelo papa Pio XI. O Brasil rende-se ao amor incondicional da “Mãe negra” no dia 12 de outubro, data que marcou, em 1980, a proclamação de feriado e consagração do Santuário Nacional de Aparecida pelo Papa João Paulo II.

História

A aparição da imagem ocorreu em 1717, época das Capitanias Hereditárias. O governante das capitanias de São Paulo e Minas de Ouro estava de passagem pelo Vale do Paraíba, mais precisamente por Guaratinguetá. Animados com a visita, o povo daquela localidade resolveu fazer uma festa de boas-vindas e para isso chamaram três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso para lançar as redes no rio e pescar bons peixes.

O fato era que, naquela época, meados de Outubro, não era tempo de peixes. Porém, como não podiam contradizer o pedido, rezaram pela proteção e benção da Virgem Maria e de Deus para que pudessem voltar à terra firme com fartura. Depois de inúmeras tentativas sem sucesso, eis que surpreendentemente eles pescaram o corpo de uma imagem. Curiosos, lançaram novamente as redes e “pescaram” uma cabeça que se encaixou perfeitamente ao corpo. Depois deste encontro, que nos dias de hoje é representado em todo o Brasil no dia 12 de outubro emocionando os fieis, o barco se encheu tanto de peixes que ele quase virou!

A partir daí, a devoção da Santa foi se espalhando. Primeiro nas casas, depois se construiu uma capela, depois uma basílica, até chegar ao quarto maior santuário do mundo, o Santuário Nacional de Aparecida localizado na cidade de Aparecida, interior do Estado de São Paulo.

Muitos outros milagres aconteceram. Vejamos alguns deles:

Milagre das Velas

Segundo relata a história de Fé, em um dos momentos de devoção dos primeiros devotos de Nossa Senhora Aparecida, as velas que iluminavam o local repentinamente se apagaram. As pessoas ficaram atônitas com o ocorrido e começaram a entrar em pânico. Mas passado pouco tempo, as velas milagrosamente acenderam-se novamente ao bater do vento.

A libertação do escravo Zacarias

Como se sabe, o encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida aconteceu em um momento triste da história do Brasil: a escravidão. O povo negro sofria nas mãos dos donos das terras. A “Mãe negra” veio para dar uma lição de vida e amor ao próximo.

Foi o que aconteceu com o escravo Zacarias, que havia fugido de uma fazenda do Paraná e era caçado por todos os cantos, até ser encontrado no Vale do Paraíba.

Preso, Zacarias acorrentado nos pulsos e nos pés. O caminho de volta passava próximo à capela que havia sido construída para a imagem de Nossa Senhora Aparecida.
Então, o escravo pediu permissão ao seu caçador para rezar diante da imagem.
Incrédulo, o caçador deixou. A fé de Zacarias foi tamanha que milagrosamente as correntes se romperam, deixando-o livre. Diante do milagre, o caçador acabou por libertá-lo.

O cavaleiro ateu

Desde que a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada, e ao longo da história, muitos espaços foram construídos para que a devoção à “Mãe negra” pudesse acontecer. Esses locais sempre recebiam grande número de pessoas que colocavam nas mãos da Mãe de Deus a vida. Mas também era destino de muitos incrédulos.

Esse milagre aconteceu com um deles. Passando por Aparecida e vendo a fé dos romeiros, zombou e tentou entrar na Igreja a cavalo para destruir o local e alcançar a imagem. Porém, o que esse cavaleiro não esperava era que as patas do animal ficassem presas em uma pedra. A partir daí, o homem passou a acreditar.

A pedra em que o cavalo ficou preso pode ser vista na Sala dos Milagres no Santuário Nacional de Aparecida.

A cura da menina cega

Visitar o Santuário Nacional de Aparecida é uma viagem emocionante, principalmente quando se entra na Sala dos Milagres, onde milhões de histórias de graças alcançadas se concentram.
O simples fato de olhar a Basílica, a primeira grande igreja erguida em Aparecida em devoção a Nossa Senhora Aparecida, também é motivo de milagre e foi o que aconteceu a uma menina cega que passava em frente à Basílica com sua mãe. Ao se aproximar, a garota disse “Mãe, como aquela Igreja é bonita”, e o milagre havia acontecido.

Menino no rio

Um rio que pode trazer a salvação por meio do encontro de uma imagem, também pode trazer o risco da morte. Foi o que aconteceu na história de mais um milagre de Nossa Senhora Aparecida.

Um dia, pai e filho foram pescar. A correnteza estava muito forte, o que faz com que o filho, que não sabia nadar, caísse no rio e fosse levado cada vez mais rápido.

O desespero do pai levou-o a rezar a Nossa Senhora Aparecida. E mais uma vez a “Mãe negra” ouviu: o corpo do garoto, de repente, parou de ser levado, mesmo com a correnteza ainda forte, até que o pai pudesse chegar perto e salvar o filho.

O caçador

Voltando de um dia negativo de caça, um caçador viu-se em uma situação perigosa: deparou-se com uma enorme onça. Sem munição, porque havia usado tudo em suas tentativas frustrantes ao longo do dia, o homem ajoelhou-se, rezou e foi atendido: a onça, que antes parecia ter um alvo certeiro, desviou-se e foi embora.

Nossa Senhora, rogai Por nós!

 

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Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Hoje nosso país está em festa, celebramos o jubileu de 300 anos da aparição da imagem nas águas. Desde então, um pequeno vilarejo se tornou um dos principais pontos de peregrinação da América Latina abrigando o maior santuário mariano do mundo.

A origem dela, vai desde uma falsa história mal inventada por alguns protestantes, até uma serie de lendas, igualmente sem fundamentos.

Mas a verdadeira origem vem de outra face tão venerada de nossa Senhora, a da Conceição. Muito antes do Dogma oficial da Imaculada Conceição ser promulgado.

Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo. Desde então, Nossa Senhora da Conceição vem sendo venerada.

Séculos se passam, e junto da expansão marítima, a devoção à Nossa Senhora chega as Américas, por aqui, desde os primeiros habitantes, eram comuns sua veneração. Mas como era costume dos antigos, se uma imagem sofresse algum dando, logo era deveria ser descartada com algum respeito, seja enterrada ou jogada para um rio a levasse. Possivelmente foi isso que levou algum fiel a se desfazer da imagem de Nossa Senhora da Conceição, após ela ter quebrado a cabeça. Não que isto seja impeditivo para que alguém continue com a imagem de algum santo, conforme o Código de Direito Canônico, se uma imagem for danificada, sendo este dano algo simples, como apenas colocar de volta um pedaço, qualquer pessoa pode faze-lo, se o dano for mais profundo, e requerer refazer uma parte da imagem, que isso seja feita por alguém que entenda e com a aprovação final do ordinário local (padre). Mas voltando, sem este conhecimento, o fiel descartou a imagem, com o devido respeito nas águas do Paraíba, interior de São Paulo.

Por isso, o nome oficial de nossa senhora Aparecida é  “NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA”, em 1929 o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora da Conceição Aparecida Padroeira do Brasil, com estes objetivos: o bem espiritual do povo e o aumento cada vez maior de devotos à Imaculada Mãe de Deus.

Então, da próxima vez que algum mal informado lhe disser que é apenas uma imagem descartada por algum centro de candomblé, ou algum católico menos informado disser que não considera Nossa Senhora de Aparecida uma aparição de Maria, peça para eles estudarem novamente.

VIVA NOSSA SENHORA!!!

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Novos membros para a Sagrada Mesa

Pelos sacramentos da iniciação cristã; Batismo, Confirmação e Eucaristia são lançados os fundamentos de toda vida cristã.

“A participação na natureza divina, que os homens recebem como dom mediante a graça de Cristo, apresenta certa analogia com a origem, o desenvolvimento e a sustentação da vida natural. Os fiéis, de fato, renascidos no Batismo, são fortalecidos pelo sacramento da Confirmação e, depois, nutridos com o alimento da vida eterna na Eucaristia. Assim, por efeito destes sacramentos da iniciação cristã, estão em condições de saborear cada vez mais os tesouros da vida divina e de progredir até alcançar a perfeição da caridade.” (CIC § 1212).

Com muita alegria, a Igreja recebeu na noite do ultimo sábado, 3 novos batizados e mais 13 novos convidados à Mesa da Eucaristia.

Confirma mais fotos em nossa pagina:

https://www.flickr.com/photos/147531930@N03/albums/72157686532248720/with/36585435014/

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Seminário – A Educação dos filhos sob o olhar da fé.

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“O melhor educador não é o que controla, mas o que liberta. Não é o que aponta erros, mas o que os previne. Não é o que corrige comportamentos, mas o que ensina a refletir. Não é o que desiste facilmente, mas o que estimula sempre a começar de novo.”

Diante dos desafios de pais encontram para educarem seus filhos em nossa época, somos convidados a fazer isso a partir da fé, do testemunho e da convivência.
Olhando para a catequese familiar, A Crisma convida toda paróquia a se juntar aos pais de nossos crismandos no próximo domingo, dia 17/09, as 09:30, para o seminário com a Psicóloga Simone, com o Tema:

A Educação dos filhos sob o olhar da fé.

Não deixem de participar deste momento único. Esperamos vocês.

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Igreja Católica, 24 Igrejas autônomas e Una

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Você sabia que a Igreja Católica é atualmente constituída por 24 Igrejas autônomas “sui juris?

Pois é! A Igreja Católica não se limita ao rito romano. Ela é uma grande comunhão de 24 Igrejas, sendo 1 ocidental e 23 orientais.

O ramo ocidental é representado pela tradição latina da Igreja Católica Apostólica Romana. É chamado “ocidental” por conta da localização geográfica de Roma e não porque a sua presença se restrinja a países do Ocidente: na verdade, a Igreja Católica de rito romano está presente no mundo inteiro e tem dioceses em todos os continentes, de Portugal ao Japão, do Brasil à Rússia, de Angola à China, do Canadá à Nova Zelândia.

As Igrejas católicas orientais também têm fiéis espalhados pelo mundo, mas, por razões históricas, estão mais fortemente presentes nos lugares onde surgiram. Possuem tradições culturais, teológicas e litúrgicas diferentes, bem como estrutura e organização territorial própria, mas professam a mesma e única doutrina e fé católica, mantendo-se, portanto, em comunhão completa entre si e com a Santa Sé.

Todas as 24 Igrejas que compõem a Igreja Católica são consideradas Igrejas “sui juris”, ou seja, são autônomas para legislar de modo independente a respeito de seu rito e da sua disciplina, mas não a respeito dos dogmas, que são universais e comuns a todas elas e garantem a sua unidade de fé – formando, na essência, uma única Igreja Católica obediente ao Santo Padre, o Papa, que a todas preside na caridade.

A legislação de cada Igreja “sui juris” é estudada e aprovada pelo seu respectivo sínodo, ou seja, pela reunião dos seus bispos sob a presidência do seu arcebispo-maior ou patriarca. Por exemplo, a Igreja Melquita é presidida por Sua Beatitude o Patriarca Gregório III; a Igreja Greco-Católica Ucraniana, por Sua Beatitude o Arcebispo-Maior Dom Sviatoslav Shevchuk. O rebanho dos fiéis católicos de rito latino é guiado diretamente pelo Papa Francisco, bispo de Roma, que é também o líder de toda a grande comunhão da Igreja Católica em suas diversas tradições.

É muito comum até hoje, em especial no Ocidente, confundir a Igreja Católica com o rito latino, um erro que vem acontecendo há séculos e que, ao longo da história, já causou sérios prejuízos aos católicos de ritos orientais. O que é preciso entender é que todos os católicos latinos são, obviamente, católicos; mas nem todos os católicos são católicos latinos. E esta é mais uma das tantíssimas riquezas do infinito tesouro da Igreja que é Una, Santa, Católica e Apostólica!

Concílio Vaticano II reconheceu que todos os ritos aprovados pelas Igrejas que formam a Igreja Católica têm a mesma dignidade e direito e devem ser preservados e promovidos.

Aliás, por falar em rito, outra confusão frequente é feita entre o rito latino e o rito romano: os termos costumam ser usados como sinônimos, mas, tecnicamente, além do rito romano, também existem outros ritos latinos de certas Igrejas locais, como o ambrosiano, e os de algumas ordens religiosas, além do rito tridentino. Mas eles não estão vinculados a Igrejas autônomas “sui juris“, sendo diferentes ritos dentro da mesma tradição latina da Igreja Católica. Quanto aos ritos orientais, as diferenças são mais marcadas pela diversidade de tradições e há vínculos históricos entre os ritos e as Igrejas “sui juris” específicas que os adotam: são eles o alexandrino ou copta, o bizantino, o antioqueno ou siríaco ocidental, o caldeu ou siríaco oriental, o armênio e o maronita.

Mas quais são, afinal, as Igrejas “sui juris” que formam a Igreja Católica? Eis a impressionante lista:

DE RITO OCIDENTAL

Tradição litúrgica latina ou romana:

  1. Rito latino da Igreja Católica Apostólica Romana (sede em Roma)

DE RITOS ORIENTAIS

Tradição litúrgica alexandrina:

  1. Igreja Católica Copta (patriarcado; sede no Cairo, Egito)
  2. Igreja Católica Etíope (metropolitanato; sede em Adis Abeba, Etiópia)
  3. Igreja Católica Eritreia (metropolitanato; sede em Asmara, Eritreia)

Tradição litúrgica bizantina:

  1. Igreja Greco-Católica Melquita (patriarcado; sede em Damasco, Síria)
  2. Igreja Católica Bizantina Grega (eparquia; sede em Atenas, Grécia)
  3. Igreja Católica Bizantina Ítalo-Albanesa (eparquia; sede na Sicília, Itália)
  4. Igreja Greco-Católica Ucraniana (arcebispado maior; sede em Kiev, Ucrânia)
  5. Igreja Greco-Católica Bielorrussa (também chamada Católica Bizantina Bielorussa)
  6. Igreja Greco-Católica Russa (sede em Novosibirsk, Rússia)
  7. Igreja Greco-Católica Búlgara (eparquia; sede em Sófia, Bulgária)
  8. Igreja Católica Bizantina Eslovaca (metropolitanato; sede em Prešov, Eslováquia)
  9. Igreja Greco-Católica Húngara (metropolitanato; sede em Nyíregyháza, Hungria)
  10. Igreja Católica Bizantina da Croácia e Sérvia (eparquia; sedes em Križevci, Croácia, e Ruski Krstur, Sérvia)
  11. Igreja Greco-Católica Romena (arcebispado maior; sede em Blaj, Romênia)
  12. Igreja Católica Bizantina Rutena (metropolitanato; sede em Pittsburgh, Estados Unidos)
  13. Igreja Católica Bizantina Albanesa (eparquia; sede em Fier, Albânia)
  14. Igreja Greco-Católica Macedônica (exarcado ou exarquia; sede em Escópia, Macedônia)

Tradição litúrgica armênia:

  1. Igreja Católica Armênia (patriarcado; sede em Beirute, Líbano)

Tradição litúrgica maronita:

  1. Igreja Maronita (patriarcado; sede em Bkerke, Líbano)

Tradição litúrgica antioquena ou siríaca ocidental:

  1. Igreja Católica Siríaca (patriarcado; sede em Beirute, Líbano)
  2. Igreja Católica Siro-Malancar (arcebispado maior; sede em Trivandrum, Índia)

 Tradição litúrgica caldeia ou siríaca oriental:

  1. Igreja Católica Caldeia (patriarcado; sede em Bagdá, Iraque)

Igreja Católica Siro-Malabar (arcebispado maior; sede em Cochim, Índia)

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Santo Agostinho de Hipona, Bispo e Doutor da Igreja

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Religioso e teólogo cristão. Doutor da Igreja, sistematizou a doutrina cristã com enfoque neoplatônico. “O último dos antigos” e o “primeiro dos modernos”, santo Agostinho foi o primeiro filósofo a refletir sobre o sentido da história, mas tornou-se acima de tudo o arquiteto do projeto intelectual da Igreja Católica.

Aurélio Agostinho, em latim Aurelius Augustinus, nasceu em Tagaste, atualmente Suk Ahras, na Argélia, em 13 de novembro de 354, filho de Patrício, homem pagão e de posses, que no final da vida se converteu, e da cristã Mônica, mais tarde canonizada. Agostinho estudou retórica em Cartago, onde aos 17 anos passou a viver com uma concubina, da qual teve um filho, Adeodato. A leitura do Hortensius, de Cícero, despertou-o para a filosofia. Aderiu, nessa época, ao maniqueísmo, doutrina de que logo se afastou. Em 384 começou a ensinar retórica em Milão, onde conheceu santo Ambrósio, bispo da cidade.

Cada vez mais interessado pelo cristianismo, Agostinho viveu longo conflito interior, voltou-se para o estudo dos filósofos neoplatônicos, renunciou aos prazeres físicos e em 387 foi batizado por santo Ambrósio, junto com o filho Adeodato. Tomado pelo ideal da ascese, decidiu fundar um mosteiro em Tagasta, onde nascera. Nessa época perdeu a mãe e, pouco depois, o filho. Ordenado padre em Hipona (391), pequeno porto do Mediterrâneo, também na atual Argélia, em 395 tornou-se bispo-coadjutor de Hipona, passando a titular com a morte do bispo diocesano Valério. Não tardou para que fundasse uma comunidade ascética nas dependências da catedral.

Em sua vida e em sua obra, santo Agostinho testemunha acontecimentos decisivos da história universal, com o fim do Império Romano e da antiguidade clássica. O poderoso estado que durante meio milênio dominara a Europa estava a esfacelar-se em lutas internas e sob o ataque dos bárbaros. Em 410 santo Agostinho viu a invasão de Roma pelos visigodos e, pouco antes de morrer, presenciou o cerco de Hipona pelo rei dos vândalos, Genserico. Nesse clima, em que os cismas e as heresias eram das poucas coisas a prosperar, ele estudou, ensinou e escreveu suas obras.

Pensamento. As obras mais importantes de santo Agostinho são De Trinitate (Da Trindade), sistematização da teologia e filosofia cristãs, divulgada de 400 a 416 em 15 volumes; De civitate Dei (Da cidade de Deus), divulgada de 413 a 426, em que são discutidas as questões do bem e do mal, da vida espiritual e material, e a teologia da história; Confessiones (Confissões), sua autobiografia, divulgada por volta de 400; e muitos trabalhos de polêmica (contra as heresias de seu tempo), de catequese e de uso didático, além dos sermões e cartas, em que interpreta minuciosamente passagens das Escrituras.

No pensamento de santo Agostinho, o ponto de partida é a defesa dos dogmas (pontos de fé indiscutíveis) do cristianismo, principalmente na luta contra os pagãos, com as armas intelectuais disponíveis que provêm da filosofia helenístico-romana, em especial dos neoplatônicos como Plotino. Para pregar o novo Evangelho, é indispensável conhecer a fundo as Escrituras, que só podem ser bem interpretadas através da fé, pois apenas esta sabe ver ali a revelação de verdades divinas. Compreender para crer e crer para compreender, tal é a regra a seguir.

Baseado em Plotino, santo Agostinho acha que o homem é uma alma que faz uso de um corpo. Até naquele conhecimento que se adquire pelos sentidos, a alma se mantém em atividade e ultrapassa o corpo. Os sentidos só mostram o imediato e particular, enquanto a alma chega ao universal e ao que é de pura compreensão, como os enunciados matemáticos. Mas se não é através dos sentidos, por qual via a alma consegue alcançar as verdades eternas? Será através do sujeito particular e contingente, ou seja, o homem que muda, adoece e morre?

Tudo indica que, se o homem mutável, destrutível, é capaz de atingir verdades eternas, sua razão deve ter algo que vai além dela mesma, não se origina no homem nem no mundo externo, mas em Deus. Portanto, Deus faz parte do pensamento e o supera o tempo todo. Desse modo só pode ser achado e conhecido no fundo de cada um, no percurso que se faz de fora para dentro e das coisas inferiores para as coisas superiores. Ele não pode ser dito ou definido: é o que é, em todos os tempos e em qualquer lugar (é clara, nessa concepção, a influência de Platão, que santo Agostinho assume em vários pontos de sua obra).

Outra contribuição decisiva é sua doutrina sobre a Santíssima Trindade. Para Agostinho a unidade das três pessoas é perfeita: não se podem separar, nem uma se subordina à outra, como defenderam Orígenes e Tertuliano, mas a natureza divina seria anterior ao aparecimento das três pessoas; estas se apresentam como os três modos de se revelar o mistério de Deus. A alma, para santo Agostinho, se confunde com o pensamento, e sua expressão, sua manifestação é o conhecimento: por meio deste a alma — ou o pensamento — se ama a si mesma. Assim, o homem recompõe nele próprio o mistério da Trindade e se vê feito à imagem e semelhança de Deus: se ele ama e se conhece dessa maneira, ele conhece e ama a Deus, conseqüentemente mais interior ao ser humano do que este mesmo.

O famoso cogito de Descartes (“Penso, logo existo”), em que a evidência do eu resiste a toda dúvida, é genialmente antecipado por santo Agostinho em seu “Se me engano, sou; quem não é não pode enganar-se”. Ele valoriza, pois, a pessoa humana individual até quando erra (o que, neste aspecto, não a torna diferente da que acerta). Talvez por isso dê o mesmo peso à parte humana e à parte divina no que diz respeito à encarnação do Cristo.

A salvação do homem, na teologia agostiniana, é algo completamente imerecido e que depende tão só da graça de Deus; graça que, no entanto, se manifesta aos homens por meio dos sacramentos da igreja visível, católica. Importantes para a salvação, esses sacramentos compreendem todos os símbolos sagrados, como o exorcismo e o incenso, embora a eucaristia e o batismo sejam os principais para ele.

Da mesma forma que concebe a natureza divina, santo Agostinho concebe a criação, idéia pouco tratada pelos gregos e característica dos cristãos. As coisas se originaram em Deus, que a partir do nada as criou. Pois o que muda e se move, o que é relativo e passa ou desaparece requer o imutável e o absoluto, essência do próprio Deus, que criou as coisas segundo modelos eternos como ele mesmo. Assim, o que o platonismo chamava de lugar do céu passa a ser, no pensamento agostiniano, a presença de Deus. Tudo o que existe no mundo foi criado ao mesmo tempo, em estado de germe e de semente. Como estes existem desde o início, a história do mundo evolui continuamente, mas nada de novo se cria. Entre os seres da criação existe uma hierarquia, em que o homem ocupa o segundo lugar, depois dos anjos.

Santo Agostinho afirma-se incapaz de solucionar a questão da origem da alma e, embora tão influenciado por Platão, não acha a matéria por si mesma condenável, assim como não encara como castigo a união da alma com o corpo. Não seria este, como se disse tanto, a prisão da alma: o que faz do homem prisioneiro da matéria é o pecado, do qual deve libertar-se pela vida moral, pelas virtudes cristãs. O pecado leva o corpo a dominar a alma; a religião, porém, é o contrário do pecado, é a dominação do corpo pela alma, que se orienta livremente para Deus, assistida pela graça.

Uma das mais belas concepções de santo Agostinho é a da cidade de Deus. Amando-se uns aos outros no amor a Deus, os cristãos, embora vivam nas cidades temporais, constituem os habitantes da eterna cidade de Deus. Na aparência, ela se confunde com as outras, como o povo cristão com os outros povos, mas o sentido da história e sua razão de ser é a construção da cidade de Deus, em toda parte e todo tempo. A obra de santo Agostinho, em si mesma imensa, de extraordinária riqueza, antecipa, além disso, o cartesianismo e a filosofia da existência; funda a filosofia da história e domina todo o pensamento ocidental até o século XIII, quando dá lugar ao tomismo e à influência aristotélica. Voltando à cena com os teólogos protestantes (Lutero e, sobretudo, Calvino), hoje é um dos alicerces da teologia dialética. Santo Agostinho morreu em Hipona, em 28 de agosto de 430. E nessa data, 28 de agosto, é festejado como doutor da igreja.

 

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Mais operários para a grande messe

“Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe.” – Lucas 10,2.

Cientes de que a obra precisa de mais pessoas, para que mantenham viva a chama do espírito missionário e evangelizador, e sejam ainda fonte de renovação de todas as forças, hoje, em especial pelo Dia do Catequista, a Crisma de nossa paróquia, em nome de toda nossa Catequese, recebe e envia seus novos catequistas, que estão se preparando desde o incio da caminhada e aplicando na prática a frente do Pré-Crisma.
Os frutos dessa turma já são visíveis e já colhidos nesse anos e nos enche de expectativas para um 2018 com maiores desafios e mais evangelização e muito trabalho.

“Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” – I Coríntios 9,16.

Bem vindos, catequistas 2017.

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“Queremos ver Jesus”

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“Senhor, queremos ver Jesus” João – 12, 21 b.

Queridos catequistas, abram seu coração para crer no Evangelho. Não no Evangelho imaginado, não no Evangelho Light, não no Evangelho filtrado, mas no verdadeiro Evangelho. E isso hoje se pede a vocês, catequistas, de maneira especial: convertam-se e creiam no Evangelho.

Mas, além disso, a Igreja lhes dá uma missão: façam com que os outros creiam no Evangelho.  Olhando para vocês, vendo o que fazem, como se comportam, o que dizem, como sentem, como amam: que creiam no Evangelho.

A Catequese necessita de catequistas santos, que contagiem com sua própria presença, que ajudem com seu testemunho de vida, a superar uma civilização individualista, dominada por uma “ética minimalista e uma religiosidade superficial”

Trecho do livro – Anunciar o Evangelho – Mensagem aos catequistas- Cardeal Bergoglio (Papa Francisco)

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A Inquisição

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“Ao longo da história da Igreja, um dos momentos mais cruéis e desprezíveis foi a Inquisição Católica, papas, bispos e padre usavam o poder e a autoridade da Igreja para colocar o terror e caçar, torturar e queimar milhares de pessoas.” Você já deve ter aprendido isso na escola, correto? E se te contarmos que você foi enganado este tempo todo?

Autores e historiadores que nos contam a verdade

Por mais incrível que pareça e para alguns até absurdo, a Inquisição da Igreja salvou milhares de vidas, e não é a Igreja que fala isso, são as obras de historiadores consagrados ao redor do mundo, estudiosos sérios, e que provavelmente seu professor de história nunca leu ou ouviu falar deles. Duvida? Pergunte a ele então sobre autores como Thomas F. Madden, Henry Kamen, Anne Barstow, e não menos importantes do que os anteriores, Thomas Woods- Phd em história pela Universidade de Columbia , EUA,  e Daniel Roops (pseudônimo de  Henri Petiot), considerado um dos maiores historiadores do século XX. Todos eles, cristãos ou não, deixaram uma rica obra literária sobre a história da humanidade, e que nos mostra que tudo que é ensinado nas escolas, está errado ou defasado, e ponto final.

Bastava acusar e já era condenado

Primeiro, vamos aos fatos, com a crise e queda do Império Romano, a sociedade deixou de ser uma grande nação organizada, com leis próprias, e etc. Com isso, pequenas sociedades, os feudos, se formaram, cada um com sua própria lei. Era normal que crimes fossem punidos com desmembramentos, torturas, fogueiras e por fim, a morte. Isso já existia e o pior por trás disso, sem qualquer julgamento. Bastava acusar que a condenação já era imediata, sem defesa ou qualquer tipo de proteção. Eram comuns linchamentos apenas por uma suspeita de qualquer desordem.

Não foi a Igreja que declarou a Heresia como crime

Codex Justinianeus (Ou Código Justiniano), foi um conjunto de Leis que o Imperador Justiniano I elaborou por volta do ano 534 para reorganizar o Império Bizantino – para quem dormia na aula de história, com a queda de Império Romano no ocidente, Constantino pega todo Império e transfere para Bizâncio, que depois virou Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, e passa a se chamar Império Binzantino – então voltando, para reorganizar o Império, Justiniano I publica um novo código de Leis, e mantendo o que já havia sido decretado 200 anos antes por Constantino, a religião era algo livre, e para proteger esse direito, o novo código cria o crime de Heresia, que passou a ser toda teoria, ideia, prática etc. que nega ou contraria a doutrina estabelecida (por um grupo). No caso em questão mesmo não tendo nenhuma relação com a Igreja, Justiniano I permitiu que fossem publicamente acusados de crime quem deturpasse seus dogmas.

Sem direito e sem defesa

Como já foi dito antes, com o fim do Império Romano e a formação de muitos feudos pela Europa, não haviam direitos básicos, cada feudo teria sua regra, ainda que isso fosse absurdo para outra região. Na Igreja, para seus membros, possuía o Código de Direito Canônico, que junto do Código Justiniano I é o que a humanidade conhece como o conjunto e leis mais antigo que existe, como o Código Justiniano foi modificado varias vezes, e até cancelado, temos o Código de Direito Canônico como o mais antigo em vigor, e influente da maioria das leis que o mundo ocidental utiliza hoje. Por este Código, a Igreja julgava seus membros (foro privilegiado), que excluía o clero da competência dos juízes, tal privilegio era ainda estendido as viúvas, órfãos, estudantes, cruzados e peregrinos. Os tribunais da Igreja tinha competência quase que ilimitada.

 

Surgem os tribunais da Santa Inquisição

Então cada feudo tinha sua própria justiça, os senhores feudais eram justiceiros e sua população os executores, e como a Igreja era o maior poder político na época, a desculpa de condenar um herege a morte era usado por todos, sem julgamento ou direito de defesa. Diante do crescimento de acusações e morte por heresia, a Igreja criou um tribunal com  intuito unicamente de julgar tal condenação, e um julgamento amplo, com registro, direito defesa, prisão confortável e muitos outros costumes que temos hoje.

Há registros de pessoas que sequer eram religiosas e que, acusadas de um crime qualquer, como por exemplo, um roubo ou um assassinato, situações que não iam para instância dos tribunais da inquisição, cometia algum tipo de heresia, como ofender algum dogma da Igreja, apenas para ser julgada pelo tribunal Inquisidor, uma vez que ali ele seria investigado, e até transferido de lugar. Há relatos de criminosos que condenados, cometiam uma heresia leve apenas para irem para as prisões da inquisição que eram mais confortáveis e com outros privilégios.

Sim, você não leu errado, as pessoas pediam e faziam de tudo para serem julgadas pela Inquisição.

Não, a Inquisição não matava alguém na fogueira com tanta facilidade

Uma das coisas que mais lemos sobre a Inquisição são sobre os churrascos humanos feitos a delivery ao longo da Europa, contudo, muitas pessoas acusadas de bruxaria ou feitiçaria, sequer passavam pelos tribunais inquisidores antes de serem queimadas, somente com a chegada dos tribunais que elas passaram a ter um julgamento justo e até o direito de defesa ou mesmo de recomeçar outra vida fora desse ramo. Por tanto, muitas vidas foram salvas com os tribunais da Inquisição.

 

Mas e a tortura e os objetos usados pelos inquisidores?

Vamos então ao costume da época, a tortura era usada a rodo para fazer pessoas confessarem crimes. Com os tribunais da Inquisição, a tortura se tornou o ultimo recurso, quando estava obvil que o crime foi cometido pelo acusado, mas ele se recusava a confessar.

Agora, outros objetos da Inquisição:

 

A Dama (Ou Virgem) De Ferro

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Para tristeza de muitos, a Dama de ferro não é medieval e muitos menos da Inquisição, era uma fábula, um conto que foi passado ao longo da história, e só em 1793, um artesão resolveu criar uma a partir do que era contado na fábula para expor em um museu. Não há registro algum do uso de tal equipamento.

 

 

Guilhotina

GuilhotinaA guilhotina é mais um dos casos de instrumentos que surgiram após inquisição, mas são atribuídos a ela. Não existe qualquer relato do uso desse instrumento pela inquisição, até porque uma das regras da Inquisição era não derramar sangue.  

Também, não há nenhuma evidência histórica que a guilhotina tenha sido usada antes da Revolução francesa. Embora sua história remonte a o século XIV, com o uso de instrumentos parecidos por alguns senhores de feudos na Alemanha e Grã-Bretanha , mas nada oficialmente registrado.

 

A Pera

Pera

Já ouviu falar que esse objeto era introduzido no “fiofó” do herege até explodir? Então, outra mentira contada.

A Pera só foi surgir no mundo por volta do século XVII, e não há registro de seu uso nos tribunais inquisidores, aliás, o único registro de seu uso era por ladrões na Holanda, que o usavam para abrir a boca de suas vítimas, e mesmo tais ladrões só a usavam como ultimo recurso.

A Cadeira Espanhola

CadeiraEspanhola“Cadeira espanhola” ou “Cadeira das Bruxas”. Parecia uma poltrona com pregos transpassando-a. Supostamente a pessoa era amarrada neste monstro de metal e os pregos realmente justos ao seu corpo e, em seguida, seus pés eram descalços e era aceso no fogo até que falasse. Ainda bem que os espanhóis nunca contrataram quaisquer fabricantes de móveis para fazer este dispositivo de “descanso”. Não há absolutamente nenhum registro dele antes que ele aparecesse em um museu para assustar as pessoas em 1800. 

 

Berço De Judas

BercoDeJudasO berço de Judas também conhecido como culla di Giuda, nele, o condenado era içado para cima da pirâmide e era repetidamente e violentamente puxado para baixo, machucando seu ânus e ou vagina.

Vamos a dois problemas dessa invenção: foi inventado no século XVII e não há qualquer registro de seu uso pela inquisição, a não ser gravuras atribuídas a inquisição.

A invenção deste instrumento é atribuída a Ippolito Marsili, professor de direito canônico e penal que viveu entre os século XV e XVI. É falsamente atribuído a Ippolito Marsili, pelo simples fato que Ippolito sendo contra a tortura corporal pelos tribunais seculares, onde o réu ficava a mercê dos juízes, inventou o “tormento do sono”, que consistia em colocar o acusado em uma cadeira e não deixá-lo dormir até que confessasse. Para ele a privação do sono era um meio mais “humano” de tortura, já que não conseguiria abolir a tortura, e já que não infringia nenhum dano físico ao réu. Foi um avanço na abolição das torturas cruéis.

A Serra

SerraEsta “técnica” consiste em colocar o acusado suspenso pelas pernas e o serrar verticalmente. É uma prática muito antiga que remonta ao reino persa, porém não há qualquer registro que tal prática tenha ocorrido na Inquisição. Os tribunais inquisitoriais não usavam nada que derramasse sangue, por isso os condenados a morte por heresia iam para a fogueira.

 

 

 

 

Que pena, nenhum objeto desses ensinados era verdadeiramente usado pelos inquisidores. Existem centenas de outros, mas não valem a pena dar espaço para estes, muitos sequer eram de países em que a Inquisição foi registrada. 

Como uma mentira se tornou verdade?

Vamos a outro ponto na história que não se é contado, a guerra impressa. Na época da reforma, a Igreja era uma instituição poderosa e que tinha muitos reis como seus aliados, armar uma guerra aberta contra ela no sentido de desmerece – la e tomar suas posses (deixando de lado a parte teológica e partindo para o sentido político e econômico dos primeiros reformadores) era um trabalho complicado. Mas uma arma a favor dos reformadores estava ao seu alcance, e logo em países que haviam rompido com a Igreja, estamos falando da Máquina de Imprensa. E a tática foi muito simples, criar e catalogar a mais diversas e absurdas histórias sobre a Igreja e seus membros, e a bola da vez foi a Inquisição – não preciso citar aqui que boa parte do povo não sabia ler logo, imagens assustadoras já era suficiente para criar o mito. E assim foi feito e com sucesso, o mito da “terrível Inquisição” foi espalhado, principalmente acusando países como Espanha e Portugal de apoiar esses tribunais.

A verdade, nada mais

Os tribunais da Inquisição foram o principal e maior mecanismo jurídico da humanidade por muitos séculos, desde sua criação, até o ultimo julgamento, durou 588 anos (quase 6 séculos), todos os seus julgamentos foram registrados e estão a disposição de qualquer pessoa no arquivo da biblioteca do vaticano.  Um inquisidor não era qualquer pessoa, normalmente era um estudioso em direito, e não necessariamente precisava ser um clérigo e muito menos vinculo com a Igreja.

Para tristeza de muitos, oficialmente a Inquisição não foi “responsável” pela morte 60 milhões de pessoas, mesmo porque cabia a Inquisição apenas o rito do julgamento, se condenado, o herege era entregue para as autoridades civis, estas que determinariam a pena ou absolvição. Dos condenados a morte, os números chegam a casa de 8 mil em quase 6 séculos.

Só para efeito de comparação, a Revolução Francesa matou, em apenas 2 anos, mais pessoas que os quase 6 séculos de Inquisição, e nem por isso é mal vista ou difamada por outras mídias. Enquanto que a verdadeira revolução pelos direitos civis foi feita pela Inquisição.

Há ainda que citar que, não houve apenas a Inquisição Católica, várias seitas e religiões, como os protestantes Calvinistas holandeses, os anglicanos, os muçulmanos e outros povos igualmente criaram sua própria inquisição para julgar e condenar quem contrariava suas idéias, mas apenas a Católica que é lembrada, por que será? Se a Inquisição foi tão terrível assim, por que então os hereges famosos como Lutero e Calvino não foram queimados e torturados?

Além disso, muitas autoridades civis, e até padres mal intencionados, usando sem permissão o nome da Inquisição, condenavam pessoas aos mais diversos tipos de morte.

Houve erros ou pontos que poderiam ser melhorados ou evitados durante sua existência? Claro, como em qualquer outro rito tão complexo de julgamento, ainda mais um que dure mais de 500 anos, e que influenciou tudo que se refere a Direito Civil hoje no mundo.

Se a história olha para o passado, vê a Inquisição como algo necessário e benéfico para o mundo ocidental. Cabe a cada um, cristão ou não, atentar a veracidade dos fatos, a critica é válida, bem como o debate sadio, afinal, aprendemos isso exatamente com a Inquisição.

Fontes:

Abaixo seguem as fontes para nosso estudo e melhor aprofundamento, leia com imparcialidade e com paciência antes de opinar ou debater. – Vou colocar o título em primeiro lugar, seguido do autor, para ficar mais fácil encontrá-lo.

– As grandes mentiras sobre a Igreja Católica – Alexandre Varela

– A Igreja da Catedral e das Cruzadas – Daniel Rops

– A Igreja do tempo dos bárbaros – Daniel Rops

– Documentário –  O Mito da Inquisição Espanhola –  https://www.youtube.com/watch?v=1v_KlCNpzYA

– La Inquisicion Española – Henry Kamen

– Uma História que não é Contada – Professor Felipe Aquino

– O mito dos instrumentos de tortura atribuídos à inquisição, Site Apologistas Católicos – http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/idade-media/inquisicao/864-o-mito-dos-instrumentos-de-tortura-atribuidos-a-inquisicao

– O número de pessoas mortas na Inquisição Espanhola, Site Apologista Católicos – http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/idade-media/inquisicao/862-o-numero-de-pessoas-mortas-da-inquisicao-espanhola-inedito

– O Tribunal da Inquisição pôs freio nos linchamentos públicos

 , site O Catequista – http://ocatequista.com.br/blog/item/12870-o-tribunal-da-inquisicao-pos-freio-nos-linchamentos-publicos?highlight=WyJpbnF1aXNpXHUwMGU3XHUwMGUzbyJd

 

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Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, Padroeira dos pais.

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Santa Mônica de Hipona, mãe de Santo Agostinho, Padroeira dos pais.

 Infância

Monica nasceu no ano de 332, na cidade de Tegaste, na Argélia, que fica no norte da África. Filha de família abastada, foi criada por uma escrava que criava os filhos dos senhores. Os manuscritos que recolheram a tradição oral sobre Santa Mônica dizem que desde criança ela era muito religiosa e disciplinada. Sempre que podia, Mônica ajudava os mais pobres e demonstrava muita paciência e mansidão.

 Esposa

Mônica casou-se com um nobre chamado Patricio. Ele era um decurião, (membro do conselho de Tegaste). Possuía terras, escravos e uma boa posição social. Patrício, porém, era homem rude e violento. Por isso, foi motivo de muito sofrimento e orações de Santa Mônica.

 Mãe

Mônica teve 3 filhos: Agostinho, Navigio e Perpétua, que se tornou religiosa. Agostinho era o mais velho e lhe causou muitas tristezas. A dificuldade com Agostinho chegou a tal ponto que, para ensiná-lo que nossas ações neste mundo tem consequências, Mônica o proibiu de entrar  em casa. Mas ela nunca deixou de rezar pela conversão do filho. Rezava também pela conversão do marido e de Navigio, sempre com muita perseverança e paciência, nunca desistiu de sua fé cristã.

 Perseverança

Santa Mônica rezou anos a fio pela conversão de seu marido e seus 2 filhos. Sua perseverança foi compensada com a felicidade de ver todos convertidos para Deus. Sua perseverança foi tão marcante que ela rezou durante trinta anos pela conversão de Agostinho sem desanimar. E suas orações foram ouvidas: seu filho mais velho tornou-se o famoso “Santo Agostinho”, o santo que influenciou todo o Ocidente cristão e influencia até hoje. Quando escreveu sobre sua mãe, entre outras coisas, ele disse: “ela foi o meu alicerce espiritual, que me conduziu em direção da fé verdadeira. Minha mãe foi a intermediária entre mim e Deus.”

 Sabedoria e mensagem

Santa Mônica deixou para todas as mães o ensinamento de que além de educar os filhos para viverem em sociedade, é preciso também educa-los para Deus, desenvolvendo neles a vida espiritual. Santa Mônica ensina que mães e pais devem se preocupar com a salvação e santificação de seus filhos.

 Falecimento

Santa Mônica faleceu no ano 387, aos 56 anos. Santo Agostinho no seu famoso livro autobiográfico intitulado “Confissões” fez um monumento indelével à memória de Santa Mônica. O corpo de Santa Mônica foi descoberto em 1430. O Papa Martinho V transportou-o para Roma e depositou-o na igreja de Santo Agostinho.

 Canonização

Santa Mônica foi canonizada pelo Papa Alexandre lll, por ter sido a responsável pela conversão de Santo Agostinho, ensinado a fé cristã, a moral e a mansidão. Foi declarada Padroeira das Associações das Mães Cristãs. Sua festa é comemorada no dia 27 de agosto.

 Oração

Nobilíssima Santa Mônica, rogai por todas as mães, principalmente por aquelas mães que se esquecem que ser mãe é sacrificar-se. Rogai, virtuosa Santa Mônica, para que abram-se as almas de todas as mães, para que elas enxerguem a beleza da vocação materna, a beleza do sacrifício materno. Rogai, Santa Mônica, para que todas as mães saibam abraçar com Fé o sofrimento e a dor, assumam seus filhos com coragem, como instrumento de santificação para as famílias, e para sua própria santificação. Amém.

Fonte: http://www.cruzterrasanta.com.br/historia-de-santa-monica/101/102/#c

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A LITURGIA COM CATEQUESE

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No ultimo post, demos uma pequena introdução sobre a Liturgia, e o concluímos com uma pergunta: Qual a relação da Catequese e a Liturgia?
Pensou na resposta? Então vamos descobrir agora.

“A liturgia é o ápice para o qual tende a ação da Igreja, e ao mesmo tempo é a fonte donde emana toda a sua força.” Ela é, portanto, o lugar privilegiado da catequese do povo de Deus. “A catequese está intrinsecamente ligada a toda ação litúrgica e sacramental, pois é nos sacramentos, e sobretudo na Eucaristia, que Cristo Jesus age em plenitude para a transformação dos homens.”

A catequese litúrgica tem em vista introduzir no mistério de Cristo (ela é “mistagogia”), procedendo do visível para o invisível, do significaste para o significado, dos “sacramentos” para os “mistérios”. Tal catequese é da competência dos catecismos locais e regionais. O presente Catecismo, que pretende servir para a Igreja inteira, na diversidade de seus ritos e de suas culturas, apresentará o que é fundamental e comum a toda a Igreja no tocante à liturgia como mistério e como celebração, e em seguida os sete sacramentos e os sacramentais. (CIC§1076-77).

*A palavra ‘Mistagogia’ é de origem grega e composta de duas partes: ‘mist’ + ‘agogia’.  ‘Mist’ vem de ‘mistério’ e ‘agogia’ significa ‘conduzir’, ‘guiar’.  Podemos definir a palavra como: a ação de guiar, conduzir para dentro do mistério.

Assim, um catequista precisa ser Mistagogo, ou seja, sair do “falar” para o “agir”, “testemunhar”, é uma parte importante para a vivencia Litúrgica, todos os sacramentos estão intimamente ligados à Liturgia, sem tal ligação, cada sacramento se torna apenas uma transmissão de conhecimentos, que não leva a uma efetiva conversão. Ligando a Liturgia ao Sacramentos: Batizamos e Confirmamos a fé para participar da Mesa do Senhor, servindo a Ele pelo Sacerdócio ou pelo Matrimônio,  e ganhamos Sua Graça por meio da Reconciliação e da Unção, para tal caminho, uma liturgia bem feita e vivida, no ajuda a pegar as pedras que nos atrapalham ao longo de nossa vida e pavimentam nosso caminho rumo à Salvação.

Gostou do tema? Então mais uma pergunta: Qual a razão da Igreja Ficar colorida? Semana que vem responderemos.