Publicado em Questao em Debate

Células-Tronco: Por que o debate?

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Recentemente vimos nos meios de comunicação uma ampla cobertura e discussão sobre um tema que envolve diretamente as questões científicas e religiosas, o uso de células-tronco para pesquisas e tratamentos em doenças.

De uma forma muito intensa e pouco explicativa, vimos uma guerra declarada, onde cientistas defendiam o uso de tais células e a Igreja Católica (a única que foi contra) não aprovava o estudo. Tal fato deu a entender que a Igreja Católica mais uma vez se voltava contra a ciência e atrasava o avanço das pesquisas.

cel3Em meio à tamanha disputa, poucos foram os meios de comunicação, sobre tudo os de televisão, que se comprometeram a explicar de uma forma mais clara o que se trata as células-tronco. Assim, poucas pessoas souberam ou sabem sobre o assunto.

De forma simplificada, células-tronco são células primitivas produzidas durante o desenvolvimento do organismo, que dão origem a outros tipos de células. Trata-se de um tipo de célula que pode se diferenciar e constituir diferentes tecidos no organismo. Esta é uma capacidade especial, porque as demais células geralmente só podem fazer parte de um tecido específico (por exemplo: células da pele só podem constituir a pele). Outra capacidade especial das células-tronco é a auto-replicação, ou seja, elas podem gerar cópias idênticas de sim mesmas.

Devido às essas duas capacidades, as células-tronco são objeto de intensas pesquisas hoje, pois poderiam no futuro funcionar como células substitutas em tecidos lesionados ou doentes, como nos casos de Alzheimer, Parkinson e doenças neuromusculares em geral, ou ainda no lugar de células que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, como no caso de diabetes.

Até aqui, nenhuma novidade, pois esta explicação foi a divulgada em todos os meios de comunicação, e a única informação divulgada pela maioria deles, e o que foi usado para defender as pesquisas co tais células pelos cientistas.

Mas é importante colocar uma diferença crucial nessas células, que são divididas em células-tronco embrionárias e células-tronco adultas.

As células-tronco embrionárias são células primitivas (indiferenciadas) de embrião que têm potencial para se tornar uma variedade de tipos celulares especializados de qualquer órgão ou tecido do organismo – sendo essa o objeto de desejo da ciência para estudos mais aprofundados, pois requer a destruição de embriões humanos. cel2

As células-tronco adultas são células indiferenciadas encontrada em um tecido diferenciado, que pode renovar-se e (com certa limitação) diferenciar-se para produzir o tipo de célula especializada do tecido do qual se origina – essas são as células em que a Igreja apóia o uso, pois são retiradas de locais que não fazem falta para o indivíduo, como um cordão umbilical, medula óssea e entre outros órgãos.

Poucos meios de comunicação explicaram tal diferença, somente aqueles ligados diretamente à Igreja Católica ou que possuem alguma ética mostraram os dois lados da discussão.

Por detrás da defesa cientifica para o uso de células-tronco embrionárias, esta a ganância pelas gordas quantias de dinheiro liberado pelos governos para as pesquisas, pois o foco é conseguir algo além de uma simples descoberta de uma nova cura, e infelizmente, essas pessoas chegam ao mais baixo grau de humanidade, pois usam como “garotos-propagandas” cadeirantes (expressão usada para designar pessoas deficientes que precisam de cadeira de rodas), assim, tentam comover a sociedade afirmando, de uma forma deliberadamente mentirosa, que a única solução para eles são as células-tronco embrionárias.

A Igreja, em sua infinita credibilidade, se baseia em dados concretos para ir contra as células-tronco embrionárias, desde o mais óbvio e mais sério que é o fato de ser necessário destruir um embrião para conseguir obtê-las, o que acarretaria em um assassinato, ou um genocídio, já que a produção em larga escala destruiria milhares de embriões. E ainda um fato que a ciência não admite, mas que a Igreja divulga e defende que os usos das células-tronco adultas são mais eficientes nos resultados em países que usam os dois tipos de células-tronco, pois não requer a destruição de um embrião, já que pode ser tirada até mesmo do próprio indivíduo, sem dando a ele ou ao seu doador.

Vários documentos da Igreja, baseados em estudos científicos provam a razão dela nessa discussão, para finalizar, basta mencionar que em países que estudam os dois tipos de tratamento com as células-tronco há mais de vinte anos, até hoje, cerca de 70 patologias (doenças) já estão sendo tratadas com células-tronco adultas, enquanto que nenhuma até hoje conseguiu algum resultado com células-tronco embrionárias a não ser o risco eminente de que tais células provocassem câncer no paciente.

A Igreja jamais falha quando o assunto é a defesa da vida, e orienta que seus fiéis busquem conhecer muito mais do que a mídia expõem, pois assim, não ficaremos escravos de falsas idéias inventadas por quem apenas deseja um pouco mais de cifras em seus cheques para pesquisas.

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