Publicado em Projetos Crisma

Pós – Crisma

Projeto Pós – Crisma

Paróquia Santo Agostinho

 

  • INTRODUÇÃO

Nota do DOCUMENTO 85 da CNBB sobre a Evangelização da Juventude:

“O jovem é o evangelizador privilegiado de outros jovens.” É uma afirmação repetida em muitos documentos da Igreja. Esta missão só pode nascer do encontro pessoal com o Mestre, aprendendo a ser sempre mais semelhante a Ele. “Para evangelizar, exige-se a experiência de ser evangelizado, isto é, de ter descoberto que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida.”

A Pastoral do Crisma, por ser uma formadora de novos Cristãos, torna-se muitas vezes o foco desses  cristãos que, de forma louvável, desejam aprender mais e passar adiante os ensinamento e a vivência de nossa Igreja. O resultado dessa visão muitas vezes não é esperado, consequentemente nos deparamos com dois fenômenos que se repetem a todo ano na pastoral:

Uma inflação de jovens querendo se tornarem catequistas e algum tempo depois, uma debandada em massa dos mesmos jovens para outros lugares, grupos, movimentos ou mesmo para lugar algum, simplesmente desistem da pastoral.

O que faz jovens tão decididos mudar de opinião? De mudar de caminho, ou desistir?

Questão respondida também através do DOC 85 da CNBB:

Quando evangelizados — com testemunho e metodologia — os jovens se empolgam com a pessoa e o projeto de Jesus Cristo. Por que, contudo, face à Igreja muitos mostram resistência? Muitos jovens têm dificuldade para entender que eles são Igreja ou não se sentem acolhidos nas comunidades. Constatamos que a imagem que muitos deles têm da Igreja é de algo ultrapassado, burocrático, e que fala uma linguagem que não se conecta com sua vida. Freqüentemente compreendem- na apenas como instituição e não como a comunidade dos seguidores de Jesus.”

 

  • PÓS- CRISMA

Uma rápida noção do que acontece com o Jovem quando ele encontra a Pastoral do Crisma:

Ele acha estranho, com o tempo, se acostuma e já próximo a sua confirmação, ele se identifica com essa nova proposta de vida e quer dar continuidade a ela, mas, muitas vezes conhece apenas a Crisma, ou, conhecendo outra pastoral, grupo, movimento, etc., tenta se encaixar em algum deles, mas sem sucesso, e isto incentiva a desistir da participação na vida da Igreja.

Quando propomos que seja dada uma continuação, pensamos e duas frentes de trabalho, que ao mesmo tempo distintas, uma dependerá muito da outra para sobreviver.

A 1ª frente seria um grande evento de massa, com a participação desses jovens que acabaram de ser confirmados se juntando a outros jovens que passaram pela mesma experiência há mais tempo. Esse evento seria realizado periodicamente com uma data estipulada (podendo ser mensal ou quinzenal), e nele, o jovem poderia dar continuidade a vivencia da Igreja, mais que isso, “o evento de massa exercem uma função importante no processo de evangelização dos jovens. Os eventos de massa têm metodologia variada: celebrações, pregações, testemunhos, teatros, caminhadas, romarias, oficinas, gincanas, conjuntos musicais, trios elétricos, palestras.”

Mas, sendo um evento de massa realizado com certo intervalo de tempo, o que garantiria que ele duraria?  Novamente, é a posição adotada no DOC 85 a CNBB:

 

“Não se pode cair na tentação de reduzir a evangelização da juventude unicamente a eventos massivos. Quando estes eventos não estão ligados a um acompanhamento sistemático de educação na fé, os efeitos duram pouco. Há necessidade de envolver os pequenos grupos na fase anterior e posterior para garantir que os eventos de massa se integrem num processo contínuo de educação na fé.”

Portanto, o DOC 85 sugere que, além do evento de massa, sejam criados eventos menores, grupos ou núcleos que aproximem ao máximo o jovem de sua real capacidade e habilidade para a Igreja.

“Organizar os diversos grupos em rede. As estruturas de coordenação facilitam a organização de uma rede de grupos através da qual é possível deslanchar processos e não mais atividades isoladas. Agora é possível para o assessor e o coordenador jovem acompanhar processos grupais de educação na fé. Os processos são sustentados por diferentes instrumentos pedagógicos: comissões de coordenação em diferentes níveis, acompanhamento sistemático de pessoas, grupos e coordenações, processo de planejamento participativo e avaliações periódicas. As promoções (cursos, retiros, celebrações, palestras, ações, atividades de lazer) são agora integradas e fortalecem um processo de crescimento…

“Conscientizar os jovens sobre o projeto pastoral para a juventude. Neste nível de evolução há um projeto pastoral compartilhado, ou seja, há clareza nos objetivos, na teologia, na catequese e no caminho a percorrer. Sem este nível de aprofundamento os grupos caem no ativismo e na superficialidade.”

 

Frente a essa recomendação, somos orientandos a seguir algumas pistas de ação para a evangelização de jovens:

 

Pistas de ação

 

– Promover em todos os níveis de organização uma pedagogia que favoreça o crescimento afetivo entre os jovens.

– Proporcionar momentos de avaliação para detectar as lacunas pedagógicas na condução do processo de educação na fé dos jovens.

– Capacitar os assessores e coordenadores dos grupos e equipes de coordenação a partir da pedagogia de Jesus com seus apóstolos: convivência, oração e planejamento em comum.

– Promover cursos na área da pedagogia da formação para que haja maior profissionalização e clareza metodológica da parte dos jovens e agentes de pastoral que estão conduzindo o processo de evangelização dos jovens.

– Incentivar a sistematização de experiências, como instrumento de memória, partilha e motivador de novas experiências.

– Incentivar o hábito de leitura e proporcionar artigos, livros, documentos, CDs, DVDs, gerando uma biblioteca atualizada principalmente nas periferias e dioceses mais afastadas dos grandes centros urbanos.

– Organizar, valorizar e acompanhar os grupos de jovens nas comunidades.

– Valorizar as diferentes expressões culturais existentes como meio pedagógico de formação e envolvimento de jovens (dança, teatro, esporte, grafite, paródias, arte, bandas).

– Avaliar periodicamente em que estágio se encontra cada grupo de jovens, oferecendo-lhe pistas concretas que contribuam com a sua evolução.

– Encaminhar com urgência a sistematização de uma Pastoral de Adolescentes que desemboque, processualmente, numa evangelização da juventude tomando em conta as realidades psicológicas,biológicas, pedagógicas, teológicas e sociais de uma pessoa dos 12 aos 17 anos.

– Organizar eventos de massa, envolvendo as várias forças que trabalham com a juventude local (movimentos, pastorais da juventude, congregações religiosas, grupos de crisma, Pastoral Vocacional, Pastoral Familiar, escolas etc.), principalmente o Dia Nacional da Juventude, no último domingo de outubro. Valorizar o Dia Mundial da Juventude, que acontece no Domingo de Ramos, e as Jornadas Mundiais da Juventude.

– Envolver gradativamente os jovens em atividades próprias da comunidade de fé, favorecendo-lhes experiência de solidariedade, partilha e co-responsabilidade.

– Organizar experiências significativas para a prática do voluntariado.

 

Com as sugeridas pistas de ações, é bom ressaltar o parágrafo 169:

“Valorizar as diferentes expressões culturais existentes como meio pedagógico de formação e envolvimento de jovens (dança, teatro, esporte, grafite, paródias, arte, bandas).”

Então, surge a 2ª frente de ação, a formação de oficinas que possibilitem ao jovem mostrar sua habilidade em pô-la em favor da construção de uma Igreja mais fortalecida.

Haverá um intervalo entre os encontros do evento de massa, durante esse intervalo, tais oficinas seriam criadas e incentivadas a se reunirem com freqüência, uma totalmente independente da outra, mas que teriam como propósito comum preparar uma ação para ser apresentada no dia do evento em massa.

 

 

Exemplificando:

Criou-se 4 oficinas: Estudo Bíblico, Teatro, Musica e Dança.

Essas 4 oficinas trabalhariam independentes durante 1 ou 3 semanas, e quando se aproximar o evento de massa, duas delas seriam escolhidas para que conduzissem o evento. Sempre havendo um revezamento de cada oficina.

Jamais poderemos deixar de mencionar a importância da individualidade e ao mesmo tempo a importância da coletividade das oficinas, que terão como principal foco trazer o máximo de jovens para a continuidade na vida da Igreja e se empenhe em algum trabalho pastoral.

 

  • Objetivos principais do projeto Pós – CRISMA

– Dar continuidade ao ESTAGIO PASTORAL de incentivar o jovem a atuar mais na Igreja.

– Descobrir e capacitar melhor os jovens que ainda não sabem como e em que local podem atuar ou qual o seu dom que poderia colocar a serviço pastoral.

– Resgatar a atuação dos jovens em todas as comunidades de nossa paróquia, algo que hoje esta restrita a apenas uma comunidade.

 

  • Local de atuação do projeto Pós – CRISMA

A ideia inicial é de criar um revezamento quanto ao evento de massa, sempre seria realizado em uma comunidade diferente, já as oficinas seriam realizadas nas comunidades próximas as residências dos participantes.

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