Publicado em Formação

A Igreja tem tantas coisas para dizer aos jovens, e os jovens têm tantas coisas para dizer à Igreja

Hoje, atendendo ao convite da Gih Nogueira, participei do programa Faço Parte / Boletim do Projeto, sendo entrevistado pelo radialista Alexandre Aguiar. Apesar do curto tempo da entrevista, algumas coisas puderam ser analisadas, principalmente a importância da JMJ e seus frutos para a juventude da nossa Igreja.

Meus comentários foram baseados na leitura do DOC 85 da CNBB – Evangelização da juventude – Desafios e perspectivas pastorais; que, ao ler alguns trechos, percebemos como tem tudo a ver com a Jornada, desde o convite aos jovens participarem da Igreja para a formação de grupos até que alguns jovens estejam diante do Papa.

Transcrevo aqui, um resumo do que usei como base, espero que gostem.

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Pronunciamentos do Magistério sobre a juventude

João Paulo II, na Christifideles laici, retomou a riqueza do que o Concílio Vaticano II falou sobre a juventude, afirmando que a Igreja tem tantas coisas para dizer aos jovens, e os jovens têm tantas coisas para dizer à Igreja. Este diálogo recíproco, que deverá fazer-se com grande cordialidade, clareza e coragem, favorecerá o encontro e o intercâmbio das gerações, e será fonte de riqueza e de juventude para a Igreja e para a sociedade civil. Na sua mensagem aos jovens o Concílio diz: “A Igreja olha para vós com confiança e amor […]. Ela é a verdadeira juventude do mundo […]. Olhai para ela e nela encontrareis o rosto de Cristo”.

A Igreja vê na juventude a constante renovação da vida da humanidade. A juventude é o símbolo da Igreja, chamada a uma constante renovação de si mesma. Por isso ela quer desenvolver, dentro da pastoral de conjunto, uma autêntica Pastoral da Juventude, educando os jovens a partir de sua vida, permitindo- lhes plena participação na comunidade eclesial.

O discipulado começa com o convite pessoal de Jesus Cristo: “Vem e segue-me” (Lc 18,22). Na formação para o discipulado é necessário partir de uma formação integral.
A felicidade do jovem depende da sua capacidade de comunicar-se com os outros, num diálogo que considera e respeita a cultura.

A evangelização da nova geração de jovens precisa ir além do nível das idéias e da formação teórica. Não se constrói a comunidade cristã somente com idéias. Há necessidade de descer ao nível da afetividade, de viver relações de fraternidade voltadas para o discipulado.

Essa dimensão busca motivar o jovem para o envolvimento na comunidade eclesial. À medida que ele se sente valorizado em suas capacidades, consegue perceber o valor de caminhar com aqueles que partilham da mesma fé em Jesus Cristo.

Um dos importantes espaços de formação acontece no relacionamento familiar. Atingida por tantos fatores externos, nem sempre a família é capaz de cultivar valores essenciais para a vida.O jovem, então, exercitando no seio da família o amor, o perdão, a paciência, o diálogo, o serviço,vai amadurecendo como pessoa e, enquanto se forma, vai, ele mesmo, sendo portador de valores em benefício da família.

A dimensão teológica é cultivada no estudo, na catequese e no aprofundamento dos dados básicos da fé. Desse aprofundamento faz parte a iniciação à leitura da Palavra de Deus, do conhecimento de Jesus Cristo e da Igreja. A dimensão espiritual corresponde à experiência de Deus. Isso pode ser feito através de retiros, da vivência sacramental, da oração e do serviço aos pobres. Não basta estudar Deus; é necessário também ter uma experiência de Deus.
Os diversos encontros espirituais: nossa tradição eclesial comprova o valor perene de momentos especiais para os jovens e com os jovens, cuja finalidade é a formação e a espiritualidade. Encontros, jornadas e manhãs de formação são capazes de congregar muitos jovens interessados em encontrar algo mais profundo, desafiador, envolvente. Palestras bem ministradas e o clima de amizade são capazes de mexer com a vida dos jovens dando-lhes rumo, segurança, serenidade. Os diversos tipos de retiros, vigílias, celebrações provocam nos jovens grandes questionamentos e desejo de mudança de vida, principalmente quando são confrontados com a pessoa e a proposta de Jesus Cristo. Estes momentos devem ser bem organizados e conduzidos, de maneira que as várias dimensões da vida sejam contempladas, e não se tornem demasiadamente emocionais ou reivindicativas.
Há necessidade de trabalhar em duas frentes ao mesmo tempo, assim como Jesus trabalhava: os pequenos grupos e os eventos de massa.

Os grupos de jovens são um instrumento pedagógico de educação na fé. O pequeno grupo, como instrumento de evangelização, foi um dos instrumentos pedagógicos usados por Jesus ao convocar e formar seu grupo de doze apóstolos.

Ao mesmo tempo, os eventos de massa exercem uma função importante no processo de evangelização dos jovens. Os eventos de massa têm metodologia variada: celebrações, pregações, testemunhos, teatros, caminhadas, romarias, oficinas, gincanas, conjuntos musicais, trios elétricos, palestras.

Não se pode cair na tentação de reduzir a evangelização da juventude unicamente a eventos massivos. Quando estes eventos não estão ligados a um acompanhamento sistemático de educação na fé, os efeitos duram pouco. Há necessidade de envolver os pequenos grupos na fase anterior e posterior para garantir que os eventos de massa se integrem num processo contínuo de educação na fé.

A pedagogia de eventos de massa exige uma metodologia diferente daquela de acompanhamento dos pequenos grupos e da pastoral orgânica. Exige preparação a longo, médio e curto prazo e diferentes equipes de serviço

Pistas de ação
Incentivar a sistematização de experiências, como instrumento de memória, partilha e motivador de novas experiências.

Incentivar o hábito de leitura e proporcionar artigos, livros, documentos, CDs, DVDs, gerando uma biblioteca atualizada principalmente nas periferias e dioceses mais afastadas dos grandes centros urbanos.
Organizar, valorizar e acompanhar os grupos de jovens nas comunidades.

Valorizar as diferentes expressões culturais existentes como meio pedagógico de formação e envolvimento de jovens (dança, teatro, esporte, grafite, paródias, arte, bandas).

Avaliar periodicamente em que estágio se encontra cada grupo de jovens, oferecendo-lhe pistas concretas que contribuam com a sua evolução.
Organizar eventos de massa, envolvendo as várias forças que trabalham com a juventude local (movimentos, pastorais da juventude, congregações religiosas, grupos de crisma, Pastoral Vocacional, Pastoral Familiar, escolas etc.), principalmente o Dia Nacional da Juventude, no último domingo de outubro. Valorizar o Dia Mundial da Juventude, que acontece no Domingo de Ramos, e as Jornadas Mundiais da Juventude.

Envolver gradativamente os jovens em atividades próprias da comunidade de fé, favorecendo-lhes experiência de solidariedade, partilha e corresponsabilidade.

Organizar experiências significativas para a prática do voluntariado.
O jovem, como apóstolo de outros jovens, tem um poder de comunicação e de convencimento peculiar. O segredo para atingir os jovens que ainda não foram evangelizados é mobilizar os jovens que já aderiram a Jesus Cristo.

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